Eu sempre penso na tarde como algo
muito distante, gosto
das manhãs.
O emblema suave que desponta no horizonte
em forma de felicidade.
o ar sorrindo de satisfação,
voando com o vento,
e o "solriso" na boca
do céu
de ponta a ponta.
E o branco se misturando ao azul,
como ponta de lápis brincalhão.
Sai em disparada como
moço bonito a surfar nas
ondas tempo.
Suave e meigo com
suas pernas compridas, comprimidas e
desatentas, suavizando
o trabalho árduo da terra.
Com um brilho sem igual
marcha a luz em sintonia
com o amor que se torna
seu meio e conquista.
A vida se expande, brota
e se revela, como arco-íris
na imensidão, e a madre
não se cansa, nem de dores
se espanta.
Os pequenos e grandes
se misturam, numa vegetação
abundante, entre cometas e sóis,
Assim se completam,
na sutileza do dia, para
depois sonhar com a tarde
que virá, não sem
antes plantar emoções.
Herta Fischer (Hertinha)
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Entre buracos
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terça-feira, 4 de julho de 2017
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