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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

sábado, 21 de janeiro de 2017

Somos aquilo que gostamos de fazer

As pessoas se esforçam, isso ninguém pode negar. Elas se dedicam mesmo dentro de todas as suas limitações. Nós é que esperamos tirar seiva de árvores secas ou espremer garrafas vazias, ávidos por uma última gota! É curioso pensar nisso. Dizem que vivemos um novo tempo, em que as pessoas se tornaram preguiçosas, mas a preguiça sempre existiu! O que nos motiva é a certeza do que um trabalho pode render, e nada além disso. Buscamos o que podemos aproveitar da vida, e não a vida em si. Precisamos entender que toda obra bem feita traz compensação, seja material ou sentimental, quando somos tocados pela emoção de utilidade ou quando atende diretamente à nossa necessidade. Sentar-se à mesa para comer é muito mais agradável do que, depois, ter que lavar a louça suja. Gostamos de ver o prato pronto, mas poucos se dispõem a cozinhar por amor sem, no entanto, gostar de degustar. É a vida, são as pessoas, cada uma no seu próprio compasso, lutando pelo que mais gosta de fazer.
Herta Fischer (Hertinha)



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