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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Ha, sim, um Deus, e que me perdoem os incrédulos

Ainda consigo me surpreender com certos dissertativos sobre Deus e seus justos ideais.
Eu não preciso defendê-lo em hipótese alguma, só vou exemplificar um pouco do que através de muita fé eu pude concluir.
Dizem que Aquele Deus boníssimo, e que tudo pode, esta longe de ser um Pai exemplar porque não olha e não faz justiça a sua criação.
Naturalmente, nestes tempos ruins em que estamos vivendo, é um tanto depreciativo falar em justiça justa, porque o sim e o não são, muitas vezes, a mesma coisa. ninguém tem palavra, ou quase ninguém faz o que é certo, a não ser dentro daquilo que percebe como justiça.
Dizem que se Deus fosse boníssimo não permitiria que as crianças e os animais sofressem, como se Deus vivesse como homem e tivesse os mesmos preceitos que estes.
Para Deus não existe idade, e nem o conceito de sofrimentos que os homens tem. Se os animais precisassem do socorro do homem, com certeza, todos morreriam de fome. Afinal, quem planta, quem lhes dá de comer, senão a própria criação de Deus.
Não foi o homem que criou a terra e tudo que nela há, não é o homem responsável nem por ele mesmo, afinal, ainda não conseguiu criar vida e nem tornar-se eterno, nem controlar doenças, nem se livrar da morte.
Deus não é vingativo como muitos pensam, ele só requer lealdade, e os homens não conseguem ser leais nem entre eles mesmos.
Por acaso, entre os homens não ha vinganças?
Como se chama o ato de matar e ter que responder por isso?
Se alguém tira a vida de outro, a vingança é ter que viver isolado dos mesmos, para que a sociedade fique livre da mão sem controle, capaz de fazer coisas horríveis contra a sua própria raça.
Para controlar uma praga haverá a necessidade de um combate, e muita disciplina para que esta mesma não torne a tomar posse.
Então, Deus não é como os homens sem palavra, que favorece um em detrimento de outro, nem aquele que muda de posição segundo o que bem aprouver, nem tão pouco aquele que diz não e depois muda de ideia´ou ainda aquele que amontoa para si, enquanto fala de misericórdia.
Para Deus o que importa é o coração, e não a vida em si, porque ele tem a vida em suas mãos, ele tem o poder de devolvê-la quando quiser.
Para ele não existe tempo, e também não precisa do consentimento humano para ser quem é.
A justiça plena é justamente o castigo, sim, o castigo, quando o que é mau faz o que é mau para os outros, e nós não somos punidos na morte, porque para Deus que tem a vida, a morte nada é.
Ele mesmo nos fala, que ainda não colocou as mãos para colher o trigo, porque se ele tentar tirar o trigo que ainda não está maduro do meio das ervas daninhas, ele morre, e se tentar tirar as ervas daninhas do meio do trigo, por certo irá sacrificar muitos antes da colheita.
Então, cabe deixar a seara amadurecer, e quando estiver madura, ai, sim, passar a navalha em tudo, tanto no trigo e em tudo que cresce no meio, para que, com segurança possa separar as duas coisas; O trigo e as ervas, quando então, poderá, efetivamente fazer justiça tanto para um, quanto para outro.
levar o que é bom com ele, e colocar fogo naquilo que é mau.
Nós como seres materiais que somos, pois ainda estamos sujeitos ao corpo carnal, vemos a matéria como algo útil para o nosso prazer, ficamos ofendidos quando pensamos em morrer. queremos porque queremos continuar neste mundo, mesmo com todas as coisas más a nos espreitar e envolver. porque, mesmo sem a consciência de que há um Deus, os homens continuarão a ser homens. e a fazer tudo o que fazem, e cada vez com mais ferocidade.
Se neles não fossem implantadas a formação espiritualizada, que fariam então?
Se ainda ha justiça na terra, se ainda existe uma contenção de revolta e alguma forma de freio quanto ao que causa a destruição, é justamente a justiça imposta por Deus.
Antes, quando éramos todos descrentes, e fazíamos de qualquer coisa um deus, a maioria vivia por si mesma, encarcerada pelo poder de alguns, como escravos, sendo torturados e massacrados sem nenhum pudor.
O medo poda os desígnios humanos e seu intento, se assim não fosse, seria uns contra os outros, assim como o mundo esta se tornando atualmente, e como ser bonzinho num reduto tomado pelo que é mal?
Como justificar sem a alma da justiça, como escolher sem saber ao certo quem é quem, como querer se pai e não ter nenhum preceito que o leve a sê-lo?
Não precisaríamos de família alguma, nem de ninguém, se soubéssemos viver por nós mesmos.Para que ter dó do coelho sem sentir pena daquele que vive por ele?
Seria penalizar uns e acabar com outros. pois tudo que ha, de alguma maneira, responsabilizando Deus ou não, estão interligados num mesmo parecer. De uma forma que um não merece mais que o outro, mas, que um depende do outro e afins.
Só sofremos porque estamos vivos, e não foi por definição Divina, pois Deus nos fez sem sentimentos, sem a capacidade do entendimento, foi o próprio homem a querer isso, a desejar ser como deus, alguém capaz de criar, de viver por si mesmo, e de fazer o que lhe apraz.
O desejar ser como Deus nos abriu o campo da consciência, onde deparamos com a capacidade de querer, de fazer, escolher, mas isso teve seu preço, o sofrimento, ao qual Deus queria evitar.
Não ha nenhuma lógica para aqueles homens que desacreditam numa força maior, e não consegue provar o contrario.
Se Deus não existisse, quem fez tudo isso. apenas se originou, do nada, e foi se desenhando como se desenha num papel?
Tudo se criou sozinho, num passo de mágica?
Ou houve um grande homem, tão inteligente trazendo tudo o que vemos do espaço, na calada da noite, sem que pudéssemos ver ou ouvir?
Ouça!
Ha, sim, um Deus poderoso, que um dia se manifestará a todo olho humano, e se envergonhará o incrédulo por ser um ser tão ridiculo a ponto de não crer.

Herta Fischer

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