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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Corpo estranho

Sou só uma
manchinha no horizonte
entre nuvens carregada,
passo.
Quem dera fosse
alguma coisa permanente
que pudesse ser visto
como constante,
Não essa verruga que
cresce com vigor
num meio que não
é meu.
Onde preciso estar
sem querer, e seguir
sem quase nada saber,
só para ocupar espaço.
Bato asas e asas não tenho,
sonho acordada, quando
deveria viver.
Herta Fischer

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