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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Até quando?

Pela manhã, eu já velejava na alegria, usando as velas da satisfação.
Quando já começava a trabalhar meus músculos 
com a força que chegava e me abraçava.
Tudo certo:-Dizia meu coração. Aprenda a acreditar.
E sem pensar muito, me entreguei ao trabalho que
me satisfazia. porque dele é o dia.
A luz que vinha tão carinhosa e tão forte lá de cima, por entre
nuvens caminha, e suporta a suas obras que atravessam dramas.
De minha parte, sinto meio emotiva, não sei bem, mas a emoção
de viver, de poder me mover, abraçando a todos com o coração,
e. as vezes, até me entristecer comigo mesma, pelas tantas falhas.
Dizem que todos colhem o que plantam, mas, as vezes, a gente planta, tendo muita fé na semente, e ela não brota,apesar dos cuidados tudo depende de Deus.
Dai, eu penso:-Se tudo depende D'Ele, então, não devo me preocupar com as sementes que não despertam,pois até o não despertar é segredo de Deus.
Eu olho os quadros pendurados na parede, os moveis dispostos em seu devido lugar, sem movimento, guardando tanta coisa sem utilidade, e continuam lá como quem compõe um lugar, só um lugar. até quando?
Embora movida pelo folego, com tamanha consciência, agora, sendo dissolvida no tempo e no espaço, eu, obra em que acredito,também sou lugar.Até quando?
A gente acredita que o tempo não muda, que, as coisas sempre estarão, mas,no fundo, isso não é verdade!
O tempo muda, sim: ora chove, ora faz sol, ora frio,ora calor, está em contante mudança, e acredito que também envelhece junto com a gente, pois pode ainda continuar para outros, mas, também morre no dia em que a gente morre.
Herta Fischer

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