Eu só queria poder ser eu.
Ao nascer não foi perguntado aos meus semelhantes
se me queriam aqui, e
conforme fui conhecido,
já me descriminavam.
Ora, pelo meu jeito,
ora, por pensar,
ora, por apenas existir.
Falam em máscaras, quando na verdade
sou o que sou.
Não posso simplesmente acariciar egos.
Também tenho os meus, e conforme
me aprofundo em conhecimentos,
mais das pessoas me afasto, ou
elas é que se afastam de mim.
Não posso ser arco-íris, quando sou apenas uma gota.
Não posso ser um oceano, quando sou apenas um rio.
E o que as pessoas querem é que
eu seja exatamente igual,
que siga pelos mesmos caminhos,
aos quais não me identifico.
Então, que seja.
Fico sozinha, mas não me entrego
a ninguém,
para não me tornar refém
de quem, assim como eu,
ainda aprende!
Herta Fischer.
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Eco do fim
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