Nos meus sonhos de menina, quanta alegria, quanta ilusão.
No decorrer do tempo, quanta descoberta, quanta emoção.
E após tantos anos, só tristeza, só solidão.
Minha fada não era madrinha, minha poção nunca foi mágica,
minha logica, nunca foi solução.
E minha noite de nostalgia, nunca foi noite, sempre era dia,
e dormir eu nunca podia.
Meu sapo que nunca foi príncipe, meu castelo que sempre foi sonho,
meu sonho que desvanecia e que sempre me corrigia.
Minha corrida sempre foi caminhada, meu trilho que nunca foi estrada,
e o amor que me corrompia e o romance nunca acontecia.
E a abobora que apodrecia antes mesmo que virasse carruagem, minhas vestes
viravam trapos enquanto o baile acontecia.
E minha alegria de conto, no foram felizes para sempre, se
acabavam antes que a noite virasse dia.
E era assim que acordava, sem beijo de amor, sem flores nem beija-flores,
nem lembranças, só rancores....
Herta Fischer.
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Eco do fim
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