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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

domingo, 21 de setembro de 2014

De belos contos,,, Só o inverso

Nos meus sonhos de menina, quanta alegria, quanta ilusão.
No decorrer do tempo, quanta descoberta, quanta emoção.
E após tantos anos, só tristeza, só solidão.
Minha fada não era madrinha, minha poção nunca foi mágica,
 minha logica, nunca foi solução.
E minha noite de nostalgia, nunca foi noite, sempre era dia,
e dormir eu nunca podia.
Meu sapo que nunca foi príncipe, meu castelo que sempre foi sonho,
meu sonho que desvanecia e que sempre me corrigia.
Minha corrida  sempre foi caminhada, meu trilho que nunca foi estrada,
e o amor que me corrompia e o romance nunca acontecia.
E a abobora que apodrecia antes mesmo que virasse carruagem, minhas vestes
viravam trapos enquanto o baile acontecia.
E minha alegria de conto, no foram felizes para sempre, se
acabavam antes que a noite virasse dia.
E era assim que acordava, sem beijo de amor, sem flores nem beija-flores,
nem lembranças, só rancores....
Herta Fischer.










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