O amor é feito de sonhos, mas os sonhos são desfeitos logo que o dia amanhece.
Eu gostaria... Ah! como eu gostaria de falar coisas bonitas, palavras de incentivo, palavras que edificam, mas todos parecem surdos.
Os conselhos que a gente dá para que as pessoas possam se felizes são jogados na lixeira dos sentidos.
E o que não presta, as orgias, os descaminhos tomam toda a atenção, a escravidão acabou, não se açoitam mais as pessoas, mas a escravidão do espirito está a espreita e os açoites em forma de virtudes invertidas.
Que pena! Todo o trabalho se perdeu nas ondas do tempo, toda pureza dissipou na correria do vento.
Eu não reconheço mais a verdade, anda tropeçando nas praças, se perdeu no coração da humanidade e os valores se prenderam nos prazeres que o mundo ostenta.
A mentira mascarada de verdade, se faz onipotente,e as pessoas se enredam nesta teia.
Só tem valor um ponhado de desejo que logo se desfaz, mas a procura é grande e a vergonha se pôs de largo.
Não posso entender o que mudou, com que propósito inventam tantos laços, laços de passarinheiro prontos pra pegar os que confiantes seguem seus caminhos.
Tantos sofrem os transtornos de que não podem mais viver sem se vender, fizeram de nós lucros..de cada um uma cacaborrada sem direção.
Do amargo que a vida tem tiraram o doce do mel, enganado o paladar.
Da verdade sugaram o néctar pra transformar tudo em mentira, para que os homens de bem se enroscassem nos enganos.
Tornaram o que é perfeito em dissoluções e medos, e na ânsia de se dar bem, colocaram o homem a passar fome de justiça.
E toda esta sujeira ainda afogará os justos, pois fugirem já não podem,e viver fora delas é impossível.
Estamos expostos, com dinheiro e sem alegrias, famílias se desfazendo na ganância do terror, para que os homens fiquem presos na arapuca dos ganhos do comércio fraudulento.
O socorro já não chega a sua casa, as crianças vivem a Deus dará, e os homens vivem de mercados a mercadantes.
Sendo vendidos seus sonhos e comprados nos desejos que por certo jamais se sentirá saciado.
E nessa correria nas doenças definhando, os seus sonhos só servem para alimentar mais a mentira e os enganos,e a demência daqueles que deveriam te servir te arrastam para uma vida sem razão e sem sentido.
E numa vontade derradeira de caminhar com suas pernas, os tropeços se tornam tantos que já não consegue caminhar.
Então, ao pobre só restam seus sonhos de um dia tornar-se livre!
Autora: Hertinha direitos reservados
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Eco do fim
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