Cansei de falar, de ouvir, do silêncio, cansei de jogar perolas, de colher amarguras, de ficar olhando o vazio, como se alguém se importasse.
Cansei da dúvida, das descobertas que não tem partilha, cansei dos sonhos e das ilusões de que tudo vai mudar.
Cansei de ensinar, de aprender, de jogar cartas no vazio, cansei da chuva, da águas, do sol, da lua que parecem não ter problemas, enquanto os meus aumentam a cada dia.
Cansei de viver todos os dias, porque tanto faz, todos os dias são iguais.
Cansei de jogar, de perder e de ganhar, de dar o meu melhor e de só receber migalhas.
Cansei de passar fome em meio ao milharal e de sentir sede sentada a beira do rio.
Cansei de mendigar carinho, de me dar e nunca receber, cansei da luta e da canseira que ela me joga nas costas.
Cansei do que é belo, sem olhos para ver, cansei do que é feio, pois ninguém se importa, cansei de reclamar sem conseguir ajuda.
Cansei de ver sujeira em meu planeta, de propostas no vazio, da indiferença, da dor, de não ter em quem me abrigar.
Cansei de viver sem direção, cansei de falsidades, de ninguém para amparar, cansei do medo de ir e vir, do dormir e acordar, enfim, acho que cansei até de mim!
Autora: Hertinha direitos reservados
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
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