Vivo meu dia em paz.
Dinheiro? Só o necessário para minhas
necessidades imediatas.
Vejo muitas pessoas nadando em dinheiro,
e quanto mais tem, mais se afogam em
necessidades.
As angustias se multiplicam nos desejos
da multiplicação. Quanto mais tem, mais
aumenta a necessidade de mais.
Por isto, eu procuro minha paz no viver
de necessário, no pagar as contas em dia
e na alegria das sobras.
Nunca me falta, e nunca ninguém veio bater á minha porta
para me cobrar nada, Meu lema?
Nunca dever nada a não ser o amor com
que devemos amar uns aos outros.
Tenho fome e sede de bens espirituais, De resto,
possuo tudo de que preciso.
Não vivo de aparências, nunca precisei mostrar
que tenho, para me sentir realizada, me sinto realizada
na vida, em Deus que me dá cada dia de esperança
na mais perfeita paz que nunca se abala.
Minha paz é meu território, minha aparência
é a honestidade para com o próximo, e
minha estrada, a esperança de me encontrar
no derradeiro dia, de alma limpa.
Herta Fischer,
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Restos do resto
Tento falar de outras coisas, mas elas sempre acabam sendo as mesmas. Os encontros viraram vazio, quem ainda se conhece? A cama guarda o car...
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Vento sul
As rosas cantam para o vento sul,
uma cantiga de lamentos.
Quero chuva, quero chuva,
está seca minha garganta, e assim
minhas pétalas morrem antes do nascer do sol.
Mude sua direção, vento sul,
vá para o norte, e de lá sopre seu fôlego a toda,
para que venha a cair em minha casa,
tuas gotas de amor.
Fecho minhas amídalas para que
minha alma descanse enquanto o sol castiga,
mas no refrigério da tarde, queria poder contar
contigo, meu vento amado, a me trazer
chuva, para que a terra sedenta não
me deixe passar sede. Dela vem minha
porção de vida.
Somos rosas tão formosas, somos delicadas
demais, sem água podemos morrer ainda em tenra idade,
antes mesmo de nos transformarmos em botões.
Se não trouxer chuva, nunca mais sentirá nenhum perfume,
a não ser de folhas podres, pois tudo morre,
se for só vento sul. Por favor...Vá para o norte!
Herta Fischer.
uma cantiga de lamentos.
Quero chuva, quero chuva,
está seca minha garganta, e assim
minhas pétalas morrem antes do nascer do sol.
Mude sua direção, vento sul,
vá para o norte, e de lá sopre seu fôlego a toda,
para que venha a cair em minha casa,
tuas gotas de amor.
Fecho minhas amídalas para que
minha alma descanse enquanto o sol castiga,
mas no refrigério da tarde, queria poder contar
contigo, meu vento amado, a me trazer
chuva, para que a terra sedenta não
me deixe passar sede. Dela vem minha
porção de vida.
Somos rosas tão formosas, somos delicadas
demais, sem água podemos morrer ainda em tenra idade,
antes mesmo de nos transformarmos em botões.
Se não trouxer chuva, nunca mais sentirá nenhum perfume,
a não ser de folhas podres, pois tudo morre,
se for só vento sul. Por favor...Vá para o norte!
Herta Fischer.
sábado, 11 de outubro de 2014
Tudo muda a todo instante
A vida é um talvez.
O que sabemos do dia seguinte?
Acordo com tantas preocupações,
e nem me importo com o que
acontece,
como se o que importasse
fosse as realizações.
As vezes me coloco sobre a vida.
como o cavalgar sobre cavalo.
As vezes lento, sobre meu controle,
as vezes raivoso, não se deixa dominar.
E o amor, que ainda acredito, quão longe esta dos seres.
Só amor a si mesmo, só amor a mim mesmo.
O que eu quero, o que espero esta longe dos meus olhos,
e o que de fato acreditei, nem de longe
se fez verdade.
Só se faz verdade aquilo que de imediato me da prazer,
mas o prazer só dura o tempo
em que minha alma se satisfaz.
nada mais.
No dia seguinte, tudo torna-se apenas uma
monteira de sonhos em vão.
e de sonhos em sonhos vou me alimentando de ilusões.
Herta Fischer.
O que sabemos do dia seguinte?
Acordo com tantas preocupações,
e nem me importo com o que
acontece,
como se o que importasse
fosse as realizações.
As vezes me coloco sobre a vida.
como o cavalgar sobre cavalo.
As vezes lento, sobre meu controle,
as vezes raivoso, não se deixa dominar.
E o amor, que ainda acredito, quão longe esta dos seres.
Só amor a si mesmo, só amor a mim mesmo.
O que eu quero, o que espero esta longe dos meus olhos,
e o que de fato acreditei, nem de longe
se fez verdade.
Só se faz verdade aquilo que de imediato me da prazer,
mas o prazer só dura o tempo
em que minha alma se satisfaz.
nada mais.
No dia seguinte, tudo torna-se apenas uma
monteira de sonhos em vão.
e de sonhos em sonhos vou me alimentando de ilusões.
Herta Fischer.
Deserto
Deserto.
Deserto são meus sonhos, vivem
na mais profunda abstinência.
Ninguém a escuta, como quando procuramos
contato com outro mundo.
Vazio, só tem sentido para a minha escuta,
só tem sentido para mim, que faz
com sentido.
Mesmo minhas falhas, que me assombram a noite,
quando me lembro e me culpo.
Não mereço sua admiração, pois
o meu coração é que me conhece, ninguém mais.
Tentei fazer contato, tentei desesperadamente
me fazer ouvir, tentei mostrar o tamanho
da força do meu amor,
e fiquei ali, a beira da praia, a olhar
as ondas a beijar a areia, enquanto meus lábios
continuavam secos. E se fez deserto, sem
nenhuma gota de orvalho
a procurar por mim...
Herta Fischer.
Deserto são meus sonhos, vivem
na mais profunda abstinência.
Ninguém a escuta, como quando procuramos
contato com outro mundo.
Vazio, só tem sentido para a minha escuta,
só tem sentido para mim, que faz
com sentido.
Mesmo minhas falhas, que me assombram a noite,
quando me lembro e me culpo.
Não mereço sua admiração, pois
o meu coração é que me conhece, ninguém mais.
Tentei fazer contato, tentei desesperadamente
me fazer ouvir, tentei mostrar o tamanho
da força do meu amor,
e fiquei ali, a beira da praia, a olhar
as ondas a beijar a areia, enquanto meus lábios
continuavam secos. E se fez deserto, sem
nenhuma gota de orvalho
a procurar por mim...
Herta Fischer.
Trem da vida
Pra onde vai este trem?
Pra onde vai este trem?
Eu não sei!
Só sei, que estou dentro dele também.
Embarcaram-me neste trem, só ensinaram-me o
que me convém...Mesmo que eu queira
desembarcar,
não para nunca este trem.
Mas, se acaso chegar a hora,
de alguém descer, só desce ele e mais
ninguém, Só desce ele e mais ninguém.
Muitos choram a falta desta pessoa,
muitos querem com ele desembarcar,
mas a autoridade do maquinista,
ninguém pode tirar
Muitos querem adivinhar, para onde vai este trem,
só o maquinista sabe, mas não conta nada a ninguém...]
Pra onde vai este trem?
Herta Fischer... Direitos reservados...
Pra onde vai este trem?
Eu não sei!
Só sei, que estou dentro dele também.
Embarcaram-me neste trem, só ensinaram-me o
que me convém...Mesmo que eu queira
desembarcar,
não para nunca este trem.
Mas, se acaso chegar a hora,
de alguém descer, só desce ele e mais
ninguém, Só desce ele e mais ninguém.
Muitos choram a falta desta pessoa,
muitos querem com ele desembarcar,
mas a autoridade do maquinista,
ninguém pode tirar
Muitos querem adivinhar, para onde vai este trem,
só o maquinista sabe, mas não conta nada a ninguém...]
Pra onde vai este trem?
Herta Fischer... Direitos reservados...
sábado, 4 de outubro de 2014
Amor platônico
Ah, esse vento a tocar minha face como um doce afago sem visão.
Sentir sem ver é o melhor que há, pois se ama só com o coração.
Amar, as vezes é solitário demais, ficamos só com a ilusão dos mais
bonitos momentos, enquanto vivemos tão pouco a própria realidade das coisas.
São mais momentos só do que os momentos a dois, mais dormimos do que acordamos.
Seria tão bom se o amor nos superasse, superasse a expectativa do querer estar para
poder realmente estar.
Temos muitas tarefas que nos afastam, somos muito mais fazedores, do que apaixonados.
Eu me apaixono todo dia com as lembranças, muito mais do que com presença.
O prazer dura tão pouco, mas a saudade é uma eternidade.
Por isto amo o vento que passa radiante, sem promessas, mas que o sentimento é
tão sublime que nem necessita de presença, É muito mais recomeço que fim, é muito mais
sentir, do que pensar que sente.
A ilusão do amor do outro só é fatal quando esperamos superar os próprios sonhos que sonhamos
em relação ao outro, enquanto definhamos sem entender o que realmente o outro
sente em relação á nos.
Porque amor não se mede pela quantidade de carinho, nem pela quantidade de esperança, mas, pela intensidade em que podemos viver enquanto ainda presenciamos a face um do outro, com os
olhos transbordantes de amor.
Amor platônico é quando amamos nossa própria vontade de ser amado....
Herta Fischer.
Sentir sem ver é o melhor que há, pois se ama só com o coração.
Amar, as vezes é solitário demais, ficamos só com a ilusão dos mais
bonitos momentos, enquanto vivemos tão pouco a própria realidade das coisas.
São mais momentos só do que os momentos a dois, mais dormimos do que acordamos.
Seria tão bom se o amor nos superasse, superasse a expectativa do querer estar para
poder realmente estar.
Temos muitas tarefas que nos afastam, somos muito mais fazedores, do que apaixonados.
Eu me apaixono todo dia com as lembranças, muito mais do que com presença.
O prazer dura tão pouco, mas a saudade é uma eternidade.
Por isto amo o vento que passa radiante, sem promessas, mas que o sentimento é
tão sublime que nem necessita de presença, É muito mais recomeço que fim, é muito mais
sentir, do que pensar que sente.
A ilusão do amor do outro só é fatal quando esperamos superar os próprios sonhos que sonhamos
em relação ao outro, enquanto definhamos sem entender o que realmente o outro
sente em relação á nos.
Porque amor não se mede pela quantidade de carinho, nem pela quantidade de esperança, mas, pela intensidade em que podemos viver enquanto ainda presenciamos a face um do outro, com os
olhos transbordantes de amor.
Amor platônico é quando amamos nossa própria vontade de ser amado....
Herta Fischer.
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Responsabilidade também é amor
Querendo, por fim, ir a luta. Quão belo é seguir.
Helena se dispôs ir além, apesar de não mais aguentar seu
próprio peso.
Quantos temores.
Saberá se colocar longe dos caminhos que
os jovens geralmente galgam?
Terá forças para dizer não quando isto se fazer necessário? Ou deixará
que a sua sorte lhe carregue por caminhos de experimentação?
Não sabia!
A vida as vezes nos prega peças, -dizia ela, e não nos deixa escolhas,
porém, se não soubermos bem para aonde ir, sempre corremos mais riscos.
Admiro pessoas que não pensam, apenas se deixam levar como folhas ao vento. Eu
não consigo, sou real demais para mim mesma, para fazer de conta que sigo, pois sigo, sim.
com os pés no chão. Se cair? -Sou eu mesma que tenho que me virar para levantar.
Não boto muita fé nos outros, também acho que ninguém precisa me carregar no colo
quando eu mesma tenho meus pés.
Ah, se dependesse só de mim?- Suspirou. - Se não tivesse que dividir meus espaços?
Logo que fiz meus quinze anos, já estava pronta, era o que eu mais queria. Mas, agora, me pergunto: -Pronta para quê?
Para me tornar responsável pelos meus atos, preciso primeiro aprender a escolher, para escolher, preciso aprender a frear meus sentimentos, para frear meus sentimentos, eu preciso entendê-los.
E como entender? -Se existe em mim certas forças hormonais sensuais, que me impelem para
lugares sombrios?
Sei que todos passam pela adolescência com um certo pessimismo, por terem ilusões demais inspirados em pressa, eu não quero ter pressa, preciso aprender a me dominar.
Minha mãe sempre me diz que jovens não possuem freios, são como cavalos indomáveis, se
tentam colocar neles montaria, ai mesmo é que disparam.
Ela me criou com uma certa liberdade, mas em toda vez que me libertava, avisava-me dos perigos,
nunca me escondeu nada, nem mesmo sua nudez, dizia que, se tivesse conhecimento sobre algo. aquilo deixaria de ser novidade e seria tratado como normal.
Não tive ilusões a respeito de papai-noel, nem coelhinho da pascoa, minha mãe me dizia apenas a verdade, não me colocava num pedestal, Eu era de carne e osso, e como uma pessoa qualquer precisava
me identificar com todos. Ninguém esta livre de nada, -dizia ela.
O que acontece com brancos, também acontece com negros, o que acontece com ricos, também acontece com pobres e etc...
Não somos melhores e nem piores, tudo depende das circunstancias e do acaso, porém, há de se fazer escolhas, pelo sim ou pelo não.
Amava a palavra sim, mas também tinha que conhecer a palavra não, para poder saber em qual hora poder usá-los sem constrangimentos.
Posso dizer que aprendi. Sei dividir, somar, e até multiplicar, mas, também aprendi que, dependendo da hora, é necessário apagar tudo e recomeçar do zero...
Herta Fischer.
Helena se dispôs ir além, apesar de não mais aguentar seu
próprio peso.
Quantos temores.
Saberá se colocar longe dos caminhos que
os jovens geralmente galgam?
Terá forças para dizer não quando isto se fazer necessário? Ou deixará
que a sua sorte lhe carregue por caminhos de experimentação?
Não sabia!
A vida as vezes nos prega peças, -dizia ela, e não nos deixa escolhas,
porém, se não soubermos bem para aonde ir, sempre corremos mais riscos.
Admiro pessoas que não pensam, apenas se deixam levar como folhas ao vento. Eu
não consigo, sou real demais para mim mesma, para fazer de conta que sigo, pois sigo, sim.
com os pés no chão. Se cair? -Sou eu mesma que tenho que me virar para levantar.
Não boto muita fé nos outros, também acho que ninguém precisa me carregar no colo
quando eu mesma tenho meus pés.
Ah, se dependesse só de mim?- Suspirou. - Se não tivesse que dividir meus espaços?
Logo que fiz meus quinze anos, já estava pronta, era o que eu mais queria. Mas, agora, me pergunto: -Pronta para quê?
Para me tornar responsável pelos meus atos, preciso primeiro aprender a escolher, para escolher, preciso aprender a frear meus sentimentos, para frear meus sentimentos, eu preciso entendê-los.
E como entender? -Se existe em mim certas forças hormonais sensuais, que me impelem para
lugares sombrios?
Sei que todos passam pela adolescência com um certo pessimismo, por terem ilusões demais inspirados em pressa, eu não quero ter pressa, preciso aprender a me dominar.
Minha mãe sempre me diz que jovens não possuem freios, são como cavalos indomáveis, se
tentam colocar neles montaria, ai mesmo é que disparam.
Ela me criou com uma certa liberdade, mas em toda vez que me libertava, avisava-me dos perigos,
nunca me escondeu nada, nem mesmo sua nudez, dizia que, se tivesse conhecimento sobre algo. aquilo deixaria de ser novidade e seria tratado como normal.
Não tive ilusões a respeito de papai-noel, nem coelhinho da pascoa, minha mãe me dizia apenas a verdade, não me colocava num pedestal, Eu era de carne e osso, e como uma pessoa qualquer precisava
me identificar com todos. Ninguém esta livre de nada, -dizia ela.
O que acontece com brancos, também acontece com negros, o que acontece com ricos, também acontece com pobres e etc...
Não somos melhores e nem piores, tudo depende das circunstancias e do acaso, porém, há de se fazer escolhas, pelo sim ou pelo não.
Amava a palavra sim, mas também tinha que conhecer a palavra não, para poder saber em qual hora poder usá-los sem constrangimentos.
Posso dizer que aprendi. Sei dividir, somar, e até multiplicar, mas, também aprendi que, dependendo da hora, é necessário apagar tudo e recomeçar do zero...
Herta Fischer.
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