Despediram-me ainda na aurora, para que o dia me acolhesse por inteiro, antes que a noite revelasse outro lado. Havia pontes, idas e vindas, mostrando intenções que, por trás de tudo, terminavam e recomeçavam. Pediram-me que caminhasse devagar, sem compromissos com passagens estreitas e desertas que certamente encontraria. Ensinaram-me amor em qualquer instante, fé em cada passo e confiança, especialmente quando precisasse de algo mais que coisas. Quando finalmente deixei o casulo, já me sentia forte o suficiente para voar, desbravar, mas sem me sentir corajosa demais. Colocaram uma balança em minhas mãos para dosar sonhos, uma fita métrica em cada pé para não dar um passo maior que a perna. Assim, cresci à sombra do bem-querer, sobre pétalas de razão, perfumadas com emoção, sem pensar ou desejar mais do que me cabe.
Total de visualizações de página
Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
sábado, 16 de agosto de 2025
Assinar:
Postar comentários (Atom)
-
Queria novamente as estradas que percorriam minha alma, corajosas com suas nuvens de pó a fechar meus olhos. Dando nome ao novo, sussurrando...
-
Ando em linha reta pelos caminhos tortos, morro um pouco, mas não por completo. Sei que a justiça tarda, mas, um dia, ela trará as sua...
-
Eis que ainda brilha a esperança no pó da estrada. Sem cavaleiro, o cavalo troteia; sem trovador, os versos encontram seu destino. Ainda se ...
Nenhum comentário:
Postar um comentário