Total de visualizações de página

Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

domingo, 24 de agosto de 2025

O começo e o fim da linha

Aqueles instantes singelos e, ao mesmo tempo, loucos por conhecimento, mergulhavam naquele mundo ainda imerso na escuridão. O sol parecia distante e frio, enquanto a lua roçava de leve a borda das sombras, quase iluminando algum trecho que nem existia.


Eu, quase alguém, enfrentando esse mundo desconhecido, entre cinzas e vestígios de fogo, apostava nesse viver morno e sem fôlego. Submergia, afogado, nas profundezas das carências, tentando ser luz ao ultrapassar as nuvens.


Tocava de leve o vazio e sentia a magia do tudo no nada que se revelava em outros que não me pertenciam. Estava dentro e, de fora, explorava-me.


O que são paixões: chamas ou apagões? Lá fora, o tempo corria, dia após dia, crescendo. Tempo que me levou sem notar, tempo que passou sem que eu soubesse.


Um presente e um futuro – um só instante, anos a fio passando no reflexo de um único luar. E o fim à espreita, até quando existir?

Hertinha Fischer









Nenhum comentário:

Postar um comentário