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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

segunda-feira, 29 de novembro de 2021

A dança da lua cheia

 Não fiquei a contar os passos,mas,acredito serem incontáveis.

A boca da noite engolindo a luz do dia,  bocejando de prazer numa entrada triunfante,

 os olhos da lua cheia de orgulho a lhe saudar com paixão.

 Grilos e sapos, sentados a beira dos lagos, iluminados pela magia

da noite, cantavam suas histórias.

Árvores imponentes lançavam sombras gigante, escondendo resquícios do dia que

a lua ainda sofria.

Olhos brilhavam no escuro, atentos a qualquer movimento, coração indomado e medroso

a coaxar e saltar.

O macho a procura da fêmea, na dança que vida  prospera, sem dever nem devedor.

O roupão almiscarado, dos ratões do banhado, tomando um banho de luz, entre juncos e folhas mortas, esmiuçando capins entre dentes afiados.

A coruja a espreita, não se cansa e nem se deita até o esparramar do dia.

A escuridão pertencendo a noite, amante dos seres noturnos, que se enredam por sobre a margem,

 acasalamento dos acasos.

Os pirilampos, se acendem, nas lamparinas do tempo, para ver a lua, de perto, enamorando-se de luz.

O enlevo da morte e da vida, a magia que a vida tem, um trocadilho sem fim...

Hertinha Fischer













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