O tempo voa no
espaço que ele mesmo constrói.
Vai desencadeando, fornecendo
e tirando.
Não sei quando dele ainda me resta,
e não sinto medo.
Resolvo meus problemas internos
como quem se resolve por dentro,
dentro do tempo que me cabe.
Sou razoável em meu entendimento,
procuro me manter em alerta.
Aceitação é meu nome em
qualquer circunstância, entro
e saio pela mesma porta.
Não me iludo, deixo meu
eu subsistir em mim
como quem já sabe o caminho.
Tudo o que tenho, veio
sem pedir, e o que sou, não
posso mudar.
Sou estreita em minhas passagens,
pouco a se dizer. Nenhuma forma de
me decifrar.
Não procuro respostas, tudo certo.
Não tenho muito, muito não quero,
Embora esteja atenta ao saber, sei
que muito ha encoberto, no entanto,
me satisfaço sem embaraço
no pouco que aprendo.
Acredito em Deus, espero em Deus,
satisfeita estou assim, com harmonia espero
pelo que há de vir, se terei compensações?
Não sei!
Uso o dom das pernas e pés para caminhar, assim
como uso todos os outros dons para realizar
como qualquer ser que nasceu.
Não devo nada a ninguém, ninguém me deve
nada. Assim vivo a honrar meus dias.
Aprecio a obra, pois faço parte dela, como
uma peça a se encaixar em qualquer segmento,
procuro não fazer nada que a desconstrua,
para que também permaneça em pé.
Dizem que somos metade, mas, metade eu não sou,
estou inteira dentro do universo, compactada
na mais perfeita e absoluta continuidade.
Hertinha Fischer
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Tento falar de outras coisas, mas elas sempre acabam sendo as mesmas. Os encontros viraram vazio, quem ainda se conhece? A cama guarda o car...
quinta-feira, 31 de agosto de 2017
terça-feira, 29 de agosto de 2017
Vaidades das sombras.
Cheguei tarde em casa, uma tempestade arruinara
minha caminhada.
raios e trovões assustadores cuidaram para que meus passos
fossem lentos demais.
Me arrastei entre lama e água, até alcançar meu lar.
Estava encharcada dos pés a cabeça, águas escorriam entre
as nádegas e se chegavam até os pés.
Que dia? - pensei!
Verão sãos dias de festa, de sol, de alegrias, mas, traz consigo
por vezes, temporais.
chega tão rápido, nem dá tempo
de pensar em correr.
E esta vida que tem tanto, nos dá tanto, e depois
nos joga para o tédio, quase a sucumbir em seu leito.
Como formigas a procurar por doces, nos iniciamos,
e acabamos por vezes á morrer á porta.
Quando percebemos já foi, fomos, e não
tem nada que possamos mudar.
Prefiro seguir as horas, uma a uma, como
ponteiro de relógio, só no tic-tac, seja
lá o que Deus quiser.
dar voltas e voltas, estando no mesmo lugar: E
assim o tempo, ou a vida, ou o limite
dos mortais vai se direcionando
em vários aspectos. Um dia, eu, outro, quem sabe
o que será?
Se fico, ainda me resta tempo, digo eu:- mas, se vou,
não saberei de nada.
Se não saberei, porque me preocupo, quem deverá se
preocupar é quem ainda fica á olhar
com tristeza o que não mais serei.
Dirá-se de mim: Ainda era jovem, coitada!
E, eu não ouvirei, nem estarei chocada, nem
entusiasmada, nem nada. Nem sequer lembrança
serei, pois lembrar-se-á do lugar desocupado, até que,
por fim, algo ou alguém venha a ocupar o espaço.
Tudo ilusão, a mais terrível ilusão do vaidoso.
Hertinha Fischer
E esta vida que tem tanto, nos dá tanto, e depois
nos joga para o tédio, quase a sucumbir em seu leito.
Como formigas a procurar por doces, nos iniciamos,
e acabamos por vezes á morrer á porta.
Quando percebemos já foi, fomos, e não
tem nada que possamos mudar.
Prefiro seguir as horas, uma a uma, como
ponteiro de relógio, só no tic-tac, seja
lá o que Deus quiser.
dar voltas e voltas, estando no mesmo lugar: E
assim o tempo, ou a vida, ou o limite
dos mortais vai se direcionando
em vários aspectos. Um dia, eu, outro, quem sabe
o que será?
Se fico, ainda me resta tempo, digo eu:- mas, se vou,
não saberei de nada.
Se não saberei, porque me preocupo, quem deverá se
preocupar é quem ainda fica á olhar
com tristeza o que não mais serei.
Dirá-se de mim: Ainda era jovem, coitada!
E, eu não ouvirei, nem estarei chocada, nem
entusiasmada, nem nada. Nem sequer lembrança
serei, pois lembrar-se-á do lugar desocupado, até que,
por fim, algo ou alguém venha a ocupar o espaço.
Tudo ilusão, a mais terrível ilusão do vaidoso.
Hertinha Fischer
sábado, 26 de agosto de 2017
Sejamos uniforme
Eu nem sei se aprendi, de fato,
Se realmente serei algo maior que isto
que consigo.
Procuro ser pena dançante que se vai na entrega
de tudo.
Maré que se encolhe e se recolhe, conforme
o desejo do luar.
Uma estrela cadente que passa num céu
repleto de luz, não vou
sozinha, são milhares iguaizinhos a mim: com
seus desejos mais profundos, muitas
vezes, com necessidades maiores que
as minhas.
Estou feliz, apesar de muitas dores e sacrifícios
que me alcançam e me lançam, muitas vezes,
no espaço, mas, que sempre acha seu lugar.
Eu insisto: Não necessitamos de muito, Deus
provém
o seu melhor de cada instante, sempre
fiel ao seu propósito.
Nada morre dentro D'Ele.
Hertinha Fischer
Se realmente serei algo maior que isto
que consigo.
Procuro ser pena dançante que se vai na entrega
de tudo.
Maré que se encolhe e se recolhe, conforme
o desejo do luar.
Uma estrela cadente que passa num céu
repleto de luz, não vou
sozinha, são milhares iguaizinhos a mim: com
seus desejos mais profundos, muitas
vezes, com necessidades maiores que
as minhas.
Estou feliz, apesar de muitas dores e sacrifícios
que me alcançam e me lançam, muitas vezes,
no espaço, mas, que sempre acha seu lugar.
Eu insisto: Não necessitamos de muito, Deus
provém
o seu melhor de cada instante, sempre
fiel ao seu propósito.
Nada morre dentro D'Ele.
Hertinha Fischer
sexta-feira, 25 de agosto de 2017
A vaidades dos anos
Hoje eu fiquei com vontade de conversar,
mas, como sempre, encontrei todos ocupados.
cada um voltado para si mesmo, sem
querer saber de mim.
Então olhei para o espelho e vi
refletido nele a minha historia.
Em meu rosto, as linhas contavam as
angustias, e meu semblante cansado e
já sem nenhuma duvida do que foi passado.
Queria mesmo é poder falar, compreender melhor
o motivo de tantos desalentados falando
em Deus, fazendo lotações para louvá-lo
com a língua, só para voltar para
casa um pouco mais leve, enquanto que, os
problemas continuam lá.
Nada fazem para compreender o sentido
da vida, ou melhor, o sentido dos seres vivos, que compõe
uma maestria de diversidade.
Que esfomeados pelas coisas que nunca satisfazem,
cuidam de buscar cada vez mais, aparência e poder.
E quanto muito leem uma fábula aqui e acolá, como
palavras bonitas que apenas consolam por alguns
instantes, sem querer se mexer para que
aconteça alguma mudança.
Compram o que não precisam e gastam o que não tem,
até se verem sem nada á reclamar de tudo.
Dai, então, buscam solução superior,
Como se pudessem comprar também milagres.
Não procuram por bons conselhos, não querem saber do bem,
vivem a margem de seus próprios prazeres, como
se já soubessem de tudo, como se de nada precisassem.
Fogem da verdade, fingem que não sabem da morte, vagueiam
em seus mundos de faz de conta.
E lá se vão os anos, e a vaidade ainda corre a solta, sem lembrança
de seu criador, quando se faz tarde, depois de tantas manhãs, quando
enfim, a escuridão toma conta, e não veja mais tempo,
então pedem socorro e o socorro não vem.
Quando lastimando e incompreendendo buscam pela vida, já está na hora de ir para
a sepultura, sem nenhuma esperança á não ser o castigo de não poder mais.
Acabou-se, não há mais nada a revelar, nada mais a esperar, negando a vida,
negaram a si mesmos.
E o que lhes resta é nada! Não tiveram tempo, não se falaram, não
se conheceram. A vaidade os consumiu.
Nem sequer pararam para compreender quão grande salvação Deus preparou.
Para estes, cristo morreu em vão, assim como tudo que sonharam, tudo que construíram,
foi sem valor algum, pois no tumulo
nada mais poderá ser feito, nem falado, nem ensinado, nem compreendido.
Hertinha Fischer
mas, como sempre, encontrei todos ocupados.
cada um voltado para si mesmo, sem
querer saber de mim.
Então olhei para o espelho e vi
refletido nele a minha historia.
Em meu rosto, as linhas contavam as
angustias, e meu semblante cansado e
já sem nenhuma duvida do que foi passado.
Queria mesmo é poder falar, compreender melhor
o motivo de tantos desalentados falando
em Deus, fazendo lotações para louvá-lo
com a língua, só para voltar para
casa um pouco mais leve, enquanto que, os
problemas continuam lá.
Nada fazem para compreender o sentido
da vida, ou melhor, o sentido dos seres vivos, que compõe
uma maestria de diversidade.
Que esfomeados pelas coisas que nunca satisfazem,
cuidam de buscar cada vez mais, aparência e poder.
E quanto muito leem uma fábula aqui e acolá, como
palavras bonitas que apenas consolam por alguns
instantes, sem querer se mexer para que
aconteça alguma mudança.
Compram o que não precisam e gastam o que não tem,
até se verem sem nada á reclamar de tudo.
Dai, então, buscam solução superior,
Como se pudessem comprar também milagres.
Não procuram por bons conselhos, não querem saber do bem,
vivem a margem de seus próprios prazeres, como
se já soubessem de tudo, como se de nada precisassem.
Fogem da verdade, fingem que não sabem da morte, vagueiam
em seus mundos de faz de conta.
E lá se vão os anos, e a vaidade ainda corre a solta, sem lembrança
de seu criador, quando se faz tarde, depois de tantas manhãs, quando
enfim, a escuridão toma conta, e não veja mais tempo,
então pedem socorro e o socorro não vem.
Quando lastimando e incompreendendo buscam pela vida, já está na hora de ir para
a sepultura, sem nenhuma esperança á não ser o castigo de não poder mais.
Acabou-se, não há mais nada a revelar, nada mais a esperar, negando a vida,
negaram a si mesmos.
E o que lhes resta é nada! Não tiveram tempo, não se falaram, não
se conheceram. A vaidade os consumiu.
Nem sequer pararam para compreender quão grande salvação Deus preparou.
Para estes, cristo morreu em vão, assim como tudo que sonharam, tudo que construíram,
foi sem valor algum, pois no tumulo
nada mais poderá ser feito, nem falado, nem ensinado, nem compreendido.
Salmos 30:9
Que proveito há no meu sangue, quando desço à cova? Porventura, te louvará o pó? Anunciará ele a tua verdade?
Salmos 88:10-12
Mostrarás tu maravilhas aos mortos, ou os mortos se levantarão e te louvarão? (Selá)
Salmos 115:17
Os mortos não louvam ao SENHOR, nem os que descem ao silêncio.
Eclesiastes 9:10
Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra, nem indústria, nem ciência, nem sabedoria alguma.
Salmos 118:17
Não morrerei, mas viverei; e contarei as obras do SENHOR.
Isaías 38:18-19
Porque não te louvará a sepultura, nem a morte te glorificará; nem esperarão em tua verdade os que descem à cova.
João 9:4
Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia: a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.
quarta-feira, 23 de agosto de 2017
Olhos de criança
Era meiga e pura até seus dezesseis anos,
quando, em seu caminho surgiu a aflição.
Tornar-se adulto não seria nada fácil.
Compreender os fatos: de que tudo é passageiro.
Olhar para seus pais sem aquele olhar de interrogação,
não se dar conta das falhas.
Estava no topo do mundo, como
qualquer animal em seu meio, não identificava
nada que não soasse perfeito!
Comia e bebia, e isto sim, era a sua
necessidade, na maioria das vezes, saciada.
Estava coberta de razões, e eram simples,
como dançar na chuva, depois de um temporal
deslumbrante, que não produzia medo,
só vontade de se molhar.
O lar lhe cobria de mimos, mesmo, quando as vezes,
seus pais lhe aplicavam lições corretivas, e com
um certo medo, recebia a palmatória dolorida.
Tudo lhe ia bem, nada era incerto, nem mesmo
quando teve que aprender a ler e escrever.
Por algumas horas ficava longe dos seus, mas sabia-se importante,
quando voltava para casa, e com alegria
contava-lhes o que aprendera.
Nos olhos familiares, podia ver orgulho e satisfação,
nada que lhe trouxesse aflições.
Mas, de repente, sentiu-se grande, como espiga de milho
crescida, e sem aviso, se viu tolhida de seu lugar.
O mundo que nunca conhecera estava a espreita como
cão bravo mostrando seus dentes afiados, pronto
para fazê-la em pedaços.
Não era bonito o que compreendera: os fatos, os homens,
sua família, a desordem de tudo, os desencaixes, a falta
de compreensão, o saber. Que espécie de sofrer.
Queria ainda estar com os olhos fechados para os defeitos:
seus e dos outros.
Mas, crescer era isso.
É se dar conta de tudo.
Seu mundo perfeito se dissolvia: e a trova, antes tão
melodiosa, no encaixe das rimas, onde ritmos, acordes
e letras, no encaixe perfeito, agora, se misturavam.
E a estrada, antes, memorizada, cada pé, cada curva,
cada passo encaixado em pegadas conhecidas, de repente,
eram outras.
Não havia mais vozes, conselhos santos, nem
o sabor do amor que conhecia.
Na boca um amargor sem igual, o ir sem saber para
onde. tudo incerto, tudo meio que encoberto, como
nuvens e neblinas ao amanhecer de inverno.
Seria mais sábio não se dar conta, nem ter
que crescer para ver o que viria.
Mas, como?
Tinha, que, em algum momento, sair do útero,
tinha, que, em algum momento, andar
com seus próprios pés.
Só não sabia que doeria tanto.
E doeu, e ainda dói, mas, nada
de constrói sem dor.
Após descidas e subidas,
construções mal feitas,
aceleração total, tombamentos,
realizações e soluções, o tempo
se encarregou de fazê-la voltar ao mesmo lugar.
bem no inicio, com toda bagagem, a oferecer
o que aprendeu: perfeição
só existe
quando se aprende a olhar
com olhos de criança.
Hertinha Fischer
quando, em seu caminho surgiu a aflição.
Tornar-se adulto não seria nada fácil.
Compreender os fatos: de que tudo é passageiro.
Olhar para seus pais sem aquele olhar de interrogação,
não se dar conta das falhas.
Estava no topo do mundo, como
qualquer animal em seu meio, não identificava
nada que não soasse perfeito!
Comia e bebia, e isto sim, era a sua
necessidade, na maioria das vezes, saciada.
Estava coberta de razões, e eram simples,
como dançar na chuva, depois de um temporal
deslumbrante, que não produzia medo,
só vontade de se molhar.
O lar lhe cobria de mimos, mesmo, quando as vezes,
seus pais lhe aplicavam lições corretivas, e com
um certo medo, recebia a palmatória dolorida.
Tudo lhe ia bem, nada era incerto, nem mesmo
quando teve que aprender a ler e escrever.
Por algumas horas ficava longe dos seus, mas sabia-se importante,
quando voltava para casa, e com alegria
contava-lhes o que aprendera.
Nos olhos familiares, podia ver orgulho e satisfação,
nada que lhe trouxesse aflições.
Mas, de repente, sentiu-se grande, como espiga de milho
crescida, e sem aviso, se viu tolhida de seu lugar.
O mundo que nunca conhecera estava a espreita como
cão bravo mostrando seus dentes afiados, pronto
para fazê-la em pedaços.
Não era bonito o que compreendera: os fatos, os homens,
sua família, a desordem de tudo, os desencaixes, a falta
de compreensão, o saber. Que espécie de sofrer.
Queria ainda estar com os olhos fechados para os defeitos:
seus e dos outros.
Mas, crescer era isso.
É se dar conta de tudo.
Seu mundo perfeito se dissolvia: e a trova, antes tão
melodiosa, no encaixe das rimas, onde ritmos, acordes
e letras, no encaixe perfeito, agora, se misturavam.
E a estrada, antes, memorizada, cada pé, cada curva,
cada passo encaixado em pegadas conhecidas, de repente,
eram outras.
Não havia mais vozes, conselhos santos, nem
o sabor do amor que conhecia.
Na boca um amargor sem igual, o ir sem saber para
onde. tudo incerto, tudo meio que encoberto, como
nuvens e neblinas ao amanhecer de inverno.
Seria mais sábio não se dar conta, nem ter
que crescer para ver o que viria.
Mas, como?
Tinha, que, em algum momento, sair do útero,
tinha, que, em algum momento, andar
com seus próprios pés.
Só não sabia que doeria tanto.
E doeu, e ainda dói, mas, nada
de constrói sem dor.
Após descidas e subidas,
construções mal feitas,
aceleração total, tombamentos,
realizações e soluções, o tempo
se encarregou de fazê-la voltar ao mesmo lugar.
bem no inicio, com toda bagagem, a oferecer
o que aprendeu: perfeição
só existe
quando se aprende a olhar
com olhos de criança.
Hertinha Fischer
Paz e sossego na vida
Hoje, mais um dia, como
tantos que já passaram.
Eu estou aqui, como
sempre, a construir pontes.
A vida me presenteia com sol,
com afazeres, com afagos
singelos de pensamentos
que, por si só,
para mim, já é uma grande
conquista.
Viajo nas letras como quem viaja
de trem, sobre os trilhos
escrevo minha trajetória, que
não se cansa de fazer-se e desfazer.
Vou brincando como criança levada,
traçando metas de sobrevivência num glamour
sóbrio, acalentado por sonhos e realizações.
Não quero muito, portanto, não sonho alto.
Só pego o que está ao alcance das mãos,
não sou de espernear por pouco.
Aprendi bem cedo a razão do viver,
que as vezes se desprega como botão
mal pregado, e se perde numa razão qualquer.
Já se passaram os melhores anos, quando ainda
vivia sobre perspectivas, esperando, só esperando,
e chorando as perdas.
Hoje, amadurecida, já quase a despencar ao chão, não olho
mais para o que poderia ter sido, pois, fui, em meu
tempo, o que poderia.
O que seria tão meu, que não pudesse partir sem aviso?
Nem mesmo o amor, aquele que pensei ser o sentido, nem
isso eu pude segurar.
Não digo que não amo, que não sou amada, mas tudo me foge
quando ainda preciso.
Nada vive para me fazer bem, tudo vive, porque vive, e morre
em algum lugar.
Eu faço parte de qualquer sonho, pois pode-se sonhar
com qualquer coisa,: partidas e chegadas.
Dizem que é difícil viver sem queixas: Ora por uma simples dor de dente,
ora por um carinho desfeito.
Mas, e o que dizer sobre o que se passa?
Não posso cuidar de tudo, não está em meu poder, limitar
meus desejos, pois tudo está relacionado com a
necessidade de cada um. E a minha necessidade de
momento é só seguir a paz.
Ir por onde ela for, ssntar em seu colo como
se senta no colo de mãe. Porque a paz, ah! essa paz não tem
largura nem medida, é desse amor que preciso, mesmo
que a correnteza do tempo
me arraste, mesmo que não tenha onde me segurar, mesmo
assim, ainda é tudo de que preciso.
Hertinha Fischer
tantos que já passaram.
Eu estou aqui, como
sempre, a construir pontes.
A vida me presenteia com sol,
com afazeres, com afagos
singelos de pensamentos
que, por si só,
para mim, já é uma grande
conquista.
Viajo nas letras como quem viaja
de trem, sobre os trilhos
escrevo minha trajetória, que
não se cansa de fazer-se e desfazer.
Vou brincando como criança levada,
traçando metas de sobrevivência num glamour
sóbrio, acalentado por sonhos e realizações.
Não quero muito, portanto, não sonho alto.
Só pego o que está ao alcance das mãos,
não sou de espernear por pouco.
Aprendi bem cedo a razão do viver,
que as vezes se desprega como botão
mal pregado, e se perde numa razão qualquer.
Já se passaram os melhores anos, quando ainda
vivia sobre perspectivas, esperando, só esperando,
e chorando as perdas.
Hoje, amadurecida, já quase a despencar ao chão, não olho
mais para o que poderia ter sido, pois, fui, em meu
tempo, o que poderia.
O que seria tão meu, que não pudesse partir sem aviso?
Nem mesmo o amor, aquele que pensei ser o sentido, nem
isso eu pude segurar.
Não digo que não amo, que não sou amada, mas tudo me foge
quando ainda preciso.
Nada vive para me fazer bem, tudo vive, porque vive, e morre
em algum lugar.
Eu faço parte de qualquer sonho, pois pode-se sonhar
com qualquer coisa,: partidas e chegadas.
Dizem que é difícil viver sem queixas: Ora por uma simples dor de dente,
ora por um carinho desfeito.
Mas, e o que dizer sobre o que se passa?
Não posso cuidar de tudo, não está em meu poder, limitar
meus desejos, pois tudo está relacionado com a
necessidade de cada um. E a minha necessidade de
momento é só seguir a paz.
Ir por onde ela for, ssntar em seu colo como
se senta no colo de mãe. Porque a paz, ah! essa paz não tem
largura nem medida, é desse amor que preciso, mesmo
que a correnteza do tempo
me arraste, mesmo que não tenha onde me segurar, mesmo
assim, ainda é tudo de que preciso.
Hertinha Fischer
segunda-feira, 21 de agosto de 2017
Eterna é a saudade
Lacrimejando está os olhos do dia,
lastimando a perda do seu amor.
Já se foi seu mais íntimo sorriso,
quando a luminosidade antiga e amiga
estava ao seu redor. rodopiando de alegria.
Faíscas e relâmpagos acordaram diante
de sua tristeza e mostraram a céu aberto
sem constrangimento ou pudor toda a sua dor.
Havia muita neblina, chama antiga
de suor, molhando a imensidão
que se curvou até se quebrar
de tanto chorar.
Sua e minha são as saudades,
lembrança do que se foi, em chuva torrencial
mescla nossa alma
de sonhar.
Pensei na eternidade á nos olhar
de longe, pensei mesmo
nunca se acabar, este suave e terno
momento, que se fez em nós.
No entanto, tudo se acaba, quase
sem perceber, e o sol
se vai e chuva vem,
só este amor não
se desprega de mim...
Hertinha Fischer
lastimando a perda do seu amor.
Já se foi seu mais íntimo sorriso,
quando a luminosidade antiga e amiga
estava ao seu redor. rodopiando de alegria.
Faíscas e relâmpagos acordaram diante
de sua tristeza e mostraram a céu aberto
sem constrangimento ou pudor toda a sua dor.
Havia muita neblina, chama antiga
de suor, molhando a imensidão
que se curvou até se quebrar
de tanto chorar.
Sua e minha são as saudades,
lembrança do que se foi, em chuva torrencial
mescla nossa alma
de sonhar.
Pensei na eternidade á nos olhar
de longe, pensei mesmo
nunca se acabar, este suave e terno
momento, que se fez em nós.
No entanto, tudo se acaba, quase
sem perceber, e o sol
se vai e chuva vem,
só este amor não
se desprega de mim...
Hertinha Fischer
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