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Restos do resto

Tento falar de outras coisas, mas elas sempre acabam sendo as mesmas. Os encontros viraram vazio, quem ainda se conhece? A cama guarda o car...

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Fé invisivel

Enquanto o tempo passa, o ciclo da vida segue, um dia sem mim, sem você. Outros virão e farão o mesmo que fazemos: trabalhar pelo pão. Sinto-me feliz por ter realizado o mais belo presente de Deus na Terra, a alegria de ser mãe. Deixarei um pedaço de mim quando partir, e minha semente continuará gerando novas sementes, assim nunca deixarei de existir. A vida é isso: caminhamos de percepção em percepção, realizamos de sonho em sonho e, nas escolhas mais altas, sobrevivemos. Não esperei muito de nada, mas vivi tudo como um todo, sem preocupações desnecessárias e acreditando que, às vezes, do muito se faz tão pouco, e do pouco se tira muito mais do que imaginamos. Segui pela estrada da vida como um simples andarilho, que nada espera, mas sobrevive ao espetáculo de fazer parte, de ser, de convencer sem precisar tocar trombetas. Sou apenas uma espectadora das maravilhas de Deus, que muitos tentam explicar, mas que, em Sua grandiosidade, se esconde e só se revela quando entendemos a nós mesmos e o que nos acontece antes e depois. A eternidade está diante de nós, mas só conseguimos ver a morte, por isso sofremos tanto com as perdas. Se nosso Protetor é forte e acreditamos Nele, nada mais importa, apenas seguir em frente, na esperança de chegar onde queremos. O medo muitas vezes nos faz enxergar o que não existe e nos tornamos escravos da própria ignorância, acreditando que a conquista está em nosso poder. O Senhor destinou os seres humanos para viver na Terra, longe de Seus olhos, mas nos ensina todos os dias. Sábio é aquele que confia nisso e não se deixa levar por homens que semeiam em terrenos alheios e depois querem tomar posse do que não lhes pertence. Tudo o que existe e vemos pertence ao nosso Criador.
Herta Fischer.













terça-feira, 8 de outubro de 2013

Tudo bem

Tudo bem!
Eu já ia embora mesmo!
Nem precisa me dizer, leio em teus olhos.
A ilusão já passou e se cansou.
Botou fé, mas, foi só de momento,
depois olhou para o lado,
descobriu outras coisas.
Mas não faz mal,
a vida ensina que de momentos em momentos
ela passa, e com ele
também passamos.
A dor, se esquece.
Logo o prazer volta
na forma de outro amor.
Para mim, e para você,
felizmente ainda há tempo.
E enquanto houver este tempo, vamos seguindo,
sem medo, sem revoltas.
Quem sabe, algum dia, a gente se encontre,
não mais para falar de amor,
mas da tristeza do seu arrependimento.
E eu feliz te direi:
Eu não me arrependo de nada.
Pois no momento em que me deixou.
deixou vago o melhor de mim.
e outra pessoa me viu,
E se apaixonou....
Herta Fischer.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Deus é o Senhor

Não me importa o quanto agrado ou desagrado. Me importo, sim, em continuar acreditando que dentro de todo ser que foi criado por Deus em sua essência, tem dentro dele uma porção verdadeira de amor e afeto.
Creio que muitos se endurecem pela decepção de não conseguir levar outros á seguir o caminho que eles mesmo criaram.
Todos nós de alguma forma sentimos prazer e culpa, desejos e frustrações.
Todos carregamos sonhos dentro de nós, e vivemos na luta pela sobrevivência. Alguns menos, outros mais. Mas, no fundo todos esperamos pela redenção, só que julgamos por nós mesmos, e não pelo poder de Deus.
Porque, se Deus fez, sabe bem a quê fez, e a luta não é nossa, mas das hostes do bem e do mal, que é invisível ao nossos olhos, mas, efetiva nos homens, para que eles deixem sua forma natural de viver, para se enredar por caminhos maus e negligenciar o poder de Deus que rege o universo e seus homens...
Herta Fischer.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Tempo.. Valha-me com suas conquistas!

Carrego nos ombros a carga mais severa,
o tempo!
Que de dia em dia se entrega no mais vil procedimento,
carregando a esperança do haver depois.
Antes me desvendava, em minha caminhada serena, agora
me transborda de incertezas.
Empurrando-me para um túnel enfadonho,
que de lutas em lutas  me deixa se perder.
Sem memórias que não seja o que passou,
sem esperanças á não ser do que virá.
E se virá, o que vai ser?
Espessura e comprimento,
se vai moldando tudo ao derredor,
dos sonhos em vão, da alegria que não chega,
ou que passa num clarão.
Nas rodovias empoeiradas,
da correria da vida,
o que se aproveita da solidão?
Ao chorar por uma perda, ou se alegrar com a chegada,
no rever um grande amor,
e não mais poder senti-lo, está a maior lição.
De que não somos donos do tempo,
nem dos nossos sentimentos , nem tão pouco da razão.
Deus é o tempo, nós os expectadores,
que da arquibancada da vida, ficamos
torcendo para que, para nós,
o tempo seja eterno....
Tempo que cuida, tempo de revelações,
tempo que mata ilusões,
Tempo de revoltas, tempo de paz,
tempo que envergonha os vaidosos,
que desmascara os atrevidos,
e escarnece dos fanfarrões.
Tempo que revigora, depois devora
o que foi feito.
Que tudo dá, depois tira,
que devolve a ira, dos que com ele não se dão.
Tempo, tempo... que não para, mas não dá a oportunidade
de seguirmos com ele até o fim,
pois com o tempo nós passamos,
com o tempo em pó
nos transformamos,
mas, ele segue seu ritmo,
trazendo outras vidas em suas mãos.
Herta Fischer.










quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Entre galhos secos

Busco coragem ao nascer do sol,
estou desnuda
de alma
Quão grata é a vida, que 
não cansa de inspirar-me.
Mesmo na canseira do dia,
ainda insiste em me levar
com a sua infinita alegria.
Mesmo só
sigo em frente.
Mesmo com a garganta seca
essa fonte inesgotável de vida me sustenta.
E esses amigos que não chegam,
que só falam em amizade,
mas, no íntimo, só querem competir.
Se pudéssemos quebrar os muros
existente entre nós,
e no amor sincero construíssemos
mais encontros?
Provavelmente,
o meu dia seria uma benção,
e confiante na humanidade de cada um,
eu seguiria o meu caminho em busca
dos meus sonhos,
não de realizações,
pois a vida me realiza,
mas, da divindade que Deus inspirou em cada um,
para que nos tornássemos,
fonte de bençãos na terra.
Autora: Herta Fischer.

domingo, 29 de setembro de 2013

Páginas amarelas.

Se eu pudesse ser um livro,
que alguém pudesse ler.
Muto poderia aprender,
pra que não precisasse sofrer.
A vida, assim como um livro,
tem começo, meio e fim.
Passamos tanto tempo,
sonhando sonhos impossíveis,
tendo a  realidade ás mãos, e é bem assim.
Escrevemos estórias, mas não queremos estar na história,
desenvolvemos algemas para nossos próprios pés.
somos tudo, somos nada, somos sombras e ilusões.
Corri o tempo todo, atrás de compromissos,
não aproveitei meu tempo como deveria,
e agora, estou a correr para viver.
Vivendo de esperança e fé.
O pomar empobreceu,
o jardim se desgastou,
os anos passaram,
só saudade é o que restou.
Mas, ainda há um tempo,
pra reparar meus erros,
para fazer de todo bem, o meu acervo.
Vou um pouco mais devagar,
para ver o sol nascer,
e fazer dos meus sonhos,
a alegria de viver.

Herta Fischer.


sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Corda esticada

Terminou o meu dia, então eu olhei para trás.
Foram tantas lembranças, que o meu coração tremeu.
Só lembranças do que deixei, do que vivi,
então, via minhas esperanças escorrerem sobre os vãos dos meus dedos,
não havia mais tempo.
Encostei-me sobre o umbral das lágrimas, e quase me desfaleci.
É triste querer e não mais poder,
a linha esticou de tal forma,
que quase arrebentou.
Na minha estrada não havia mais flores, só espinhos a espreitar.
Deitei-me na cama desgastada, e sobre lençóis rasgados eu dormi.
Fieis foram os anos, sobre a infidelidade dos meus sonhos que não brotou,
e eu fiquei entre a realidade e um cochilo, assim, muito perdi.
Só damos real valor no tempo, depois que ele sem graça passa por nós,
espera que o desfrutemos, nos mostra seus sentimentos, e nós o deixamos passar.
Quando não há mais estradas, quando não  temos muito tempo,
é que percebemos o quanto é importante olhar mais para as flores.
Compreendi então, que o mais importante da vida, não é o ganho, não são os amores,
são as pessoas que passam por nós.
Com elas deveríamos ser felizes, sentir-nos realizados, mesmo que a presença fosse só por um lampejo de tempo.
Porque o tempo nos desgasta, e o que sobra no final?
Um montinho de incertezas e na boca um gostinho de quero mais!
Herta Fischer