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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

sábado, 6 de abril de 2024

Convicção de valor

 Ainda chorava minhas manhãs perdidas,

elas se iam com as horas.
A tarde, como sempre, me incentivavam
com as suas preguiças.
Buscava, então, a coragem como familiaridade.
Seguir pela tarde já não era como irmã.
O pulsar fica mais lento diante da perspectiva da pressa.
Fazer dar certo, na pressa, seria o mesmo que errar.
Tinha, por sorte, as lamparinas sagradas, que se davam com a luz do luar. E os sombreados auxiliavam na composição dos afazeres.
O não enxergar direito não vê defeito.
O dia, porém, me dava o rumo.
Quase sempre me mostrava o conceito dos defeitos.
Via minhas íris escuras, minhas pisadas falsas e meu saber na crença, quase que emaranhadas.
Pensava no caótico fim.
E fim não havia.
Embora se acredite na morte de todas as coisas.
Os números não mentem. Pra onde vai toda essa gente que
se despede?
A terra pode por um fim na matéria, E a sensibilidade, a identidade em si, a maturidade, a sutileza da promessa, quem poderá suprimir?
Impossível se criar o vento para a calma, ou o diluvio para a seca?
Não se constrói para destruir, nem se cria para nada.
Há sempre um propósito para o sol e outro para a lua, para a terra e para o mar, será que só o homem foi criado para não ser?
Hertinha Fischer.

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