Ah, se o sorriso brotasse como
flores num jardim.
como seria bom sorrir em todas as horas,
na fartura de quem sabe colher.
Eu colho, que demais!
Sei sorrir menos que chorar.
estou livre de presunção.
Aquela árvore frutífera que espera
pela estação dos frutos, e se alegra
em passar pelo aperto de ser só,
sabendo que em algum momento
ficará rica em se dar.
Melhor ser esse drama e
saber-se doadora, do que a tristeza
da árvore frondosa que apenas
se satisfaz em existir.
Eu sou aquela que espera pelas
estações sem incômodos, que se regozija
com a neve, na profundeza da terra,
sabendo que em algum momento,
tudo que ela espera é pelo sol.
E sabe que se torna frutífera e soberba
nas mãos acolhedora do tempo.
Se não posso ser útil, de que me serve a vida?
Mas, até mesmo na utilidade, peco.
Pois não sei dar senão o que me sobra.
Não sou abundante em obras, pela pequenez
das minhas mãos, que fazem mais para mim,
do que para outros.
Se sorrio é porque me alegro,
se sofro, cai meu semblante, não
consigo praticar gratidão
quando não for do meu agrado.
E bondade desconheço se não
for para pensar em mim.
Assim titubeia minha fé, quando
a direção não me guia para
onde eu quero chegar.
Até mesmo a esperança ainda
é uma criança a brincar de esconde-esconde,
onde eu não posso achar...
Hertinha (Herta Fischer)
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
sexta-feira, 14 de abril de 2017
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