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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Nada morre, tudo se transforma

Mais uma vez o sol
se levantou mais cedo.
trazendo com ele
as obrigações.
Mais uma vez, a vida se
move em várias direções.
Entre o nascer e morrer só
ha alguns segundos, algo ou alguém
está definhando agora.
Enquanto todos estão trabalhando
sem nenhuma preocupação,
á não ser no que se faz, alguém
sofre em dores, mas, não ha
dor maior do que morrer.
Será?
A morte só é triste para quem vive para ver
 a morte do outro, o outro chorará
por você, mas, você estará dormindo.
Quão doce é saber-se devedor e poder
ter pago a divida.
Ha um renascer constante, ha um
nascer constante, há  um morrer constante.
Ha beleza em tudo, se parar para pensar, só para
a dor não deveria haver lugar.
Quantas vezes a roseira floresce antes de ver
o seu próprio fim?
Será alguém voltando ao seu lugar
de origem, será alguém tornando-se
o que já foi, para novamente, em algum momento,
tornar a reaver-se a forma moldada.
Porque um vaso, uma vez feito de um jeito,
jamais será de outra forma que não seja ele mesmo.
mesmo que tente moldá-lo a outra forma, jamais
se conseguirá o mesmo resultado, não existe
alquimia capaz de torná-lo diferente.
A mesma sabedoria que o fez, será a mesma sabedoria
capaz de reavivá-lo, pois retem a formula com ele.


 “Os vivos sabem que morrerão, mas os mortos não sabem absolutamente nada, nem têm mais recompensa, porque toda lembrança deles caiu no esquecimento. Tudo o que a sua mão achar para fazer, faça-o com toda a sua força, pois não há trabalho, nem planejamento, nem conhecimento, nem sabedoria na Sepultura, o lugar para onde você vai.” * — Eclesiastes 9:5, 10.


Em termos simples, a Sepultura é o lugar para onde os humanos vão quando morrem; é um lugar ou condição simbólicos onde toda consciência ou atividade deixa de existir. Vejamos o conceito que Jó, um homem fiel do passado, tinha sobre a Sepultura. 
Num só dia, Jó perdeu todos os seus bens e filhos. Depois, ele foi atingido por terríveis furúnculos em todo o corpo. Ele implorou a Deus: “Quem dera que me escondesses na Sepultura  (Jó 1:13-19; 2:7; 14:13) Fica claro que Jó não achava que a Sepultura era um inferno de fogo, onde seu sofrimento seria ainda pior. Para ele, a Sepultura era um lugar de alívio.

Um lugar de descanso até a vinda do Senhor.. Repousará o espírito no Senhor, e o corpo já sem função fica retido em si mesmo, de onde foi tirado.. do pó!

Hertinha (Herta Fischer.)

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