Vivemos por um determinado tempo,
até que nos seja tirado o folego,
Muita esperança há no porvir, que
a nossa luta se torna insignificante diante
da promessa Divina.
Para quem crê, tudo é extremamente significativo:
A vida, a morte, os sofrimentos.
Sigo no ritmo do momento, sem
me preocupar com as horas, pois estou sempre
onde deveria estar, no instante em que sou eu, sou
o momento em si.
Depois que eu me for, depois que a minha historia
se completar no tempo devido, quando, então,
fecharei os olhos para tudo que se realiza debaixo do sol,
então, a gloria do esquecimento me alcançara, e só me despertará
para o que efetivamente desejei desde o nascimento.
Serei o que nasci para ser.
Este corpo pesado e infantil se desfará na moenda do tempo,
que me acaba a todo instante, em fraqueza e desalento.
Serei então, algo inimaginável,
Tudo á minha volta é trabalho, tudo á minha volta é luta de uns
com os outros, numa tarefa fútil, mas necessária.
Enquanto espero pela colheita, quando enfim, seremos o
produto final, preparado para algo muito maior, sobre a cobertura do
Santo que nos assistiu em toda jornada, que nos prometeu refrigério
em sua campana, sobre o sol juvenil da justiça e do Poder que nos
fará sua morada.
Quando, enfim, raiar o dia, quando a noite se por de largo, e já a escuridão
não mais nos amedrontar, e a luz for plena e farta, ai, sim, estaremos
seguros em nosso lugar, o lugar especial donde fomos arrancados.
A volta para casa paternal, cheia de tudo o que sempre almejamos,
com serestas de anjos em cânticos de louvor, e a gloria
renascendo por todos os cantos, e nós fazendo parte, como sempre,
já revestidos do Senhor..
Herta Fischer (Hertinha)
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
sexta-feira, 7 de abril de 2017
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