Falar de paixões
de amores e abandono
é fácil, pois é do que mais
se vive.
Mesmo quando não ha mais
o que sonhar, pois os sonhos
são desfeitos assim que se faz
ganho.
O que sonhei ontem, hoje
nem mais me lembro, do
que me lembro é apenas o
que agora me faz falta.
Depois que se dorme
um tanto, depois que se recebe
um tento, tanto o sono quanto
a falta cai em esquecimento.
Bobeira ficar cavando buracos
quando não se quer enterros, um
dia tudo cai no vazio.
Estradas abandonadas, caminhos inúteis é
o que se torna depois do regresso.
Aquilo que, outrora, me arrancava suspiros,
hoje não passa de um peso, Aquilo por qual lutei
com todas as armas, hoje não me traz satisfações.
O que mais importa mesmo são os momentos vividos
e experiências, pois tudo,com o tempo,o próprio
tempo nos revela como vaidades.
A vida não passa de um canudinho a aspirar o líquido
de um copo...Assim que o líquido se acaba, o canudinho
perde a função.
Tudo se acaba na melhor hora, quando chegamos a conclusão
de que gastamos muito tempo a aprender..E que não teremos
tempo de colocar o aprendizado em prática.
Trabalhamos para garantir um futuro bom, mesmo
sabendo que o futuro foi ontem.
Anseios por liberdade nos coloca a mercê de gaiolas, e ao
nos acostumarmos dentro dela, já não faz diferença entrar
ou sair.
È como correr a vida inteira atrás da felicidade, para, no final,
concluirmos,
que fomos felizes e não nos demos conta...
Herta Fischer (Hertinha)
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
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