Quando a gente nasce a gente vive... Depois que cresce, vai descobrindo que na verdade, viver depende da forma em que querem que vivemos.
Faça assim, faça assado... Se fizer determinada coisa, apanha, e muitas vezes apanha, sem saber o motivo, apanha por coisas banais, próprias de criança.
Os adultos mantém os freios, e como bichos vamos seguindo, não como bichos livres, mas, como bichos domesticados com a corda no pescoço.
Regras, regras e mais regras, e não são regras justas.. É o faça o que digo, porém não faça o que eu faço!
Mais tarde vem o tempo de entrar na fase adulta. Hora de sair do casulo, mas, quem deixa isso acontecer de uma forma natural?
Colocamos a cabeça para fora, vem um e empurra para dentro. Quando percebemos, já estamos sem vontade de sair. E ao invés de incentivos, nos mantém acorrentados nas teias do tabu.
E as asas crescem, mas um tanto defeituosas, pois não se tem tempo para ficar fortes para o voo. E sem expectativas, sem forças e sem vontades somos jogados no mundo.. E os predadores a espreita, e as defesas limitadas, e as fases desarrumadas. E assim arrumamos um jeito de voltar para o casulo.
Então chega a hora de eclodir de verdade. Hora de abandonarmos o casulo. E ai?
Voar pra onde? O mundo já está cheio, as vagas limitadas, e a vontade bem estreita, e os medos solidificados.
Tudo se resolve.? É só cursar a faculdade!
Então você se esforça, mas percebe que não é só isso, precisa ter perfil.
E que vem a ser este perfil?
Precisa mostrar o que não é, porque não te aceitam na essência de você mesmo.
Não importa se tem vontade, se é esperto e trabalhador, precisa saber decifrar códigos, cortar papéis e montar quebra cabeças.
Autora: Herta Fischer. Direitos reservados
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Eco do fim
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