A liberdade pode ser
algo a se conquistar,
uma flor de laranjeira
presa la no alto,
singela flor nascida
em temporão.
À se enlaçar ao
seu momento
podendo, sim, frutificar
e tornar-se bem mais
que só perfume.
Sublime flor
receosa que se
regozija em existir na solidão.
Apruma-se no galho
que lhe sustenta, tendo
no olho, a capacidade
de olhar o que
ainda não nasceu,
Assim que se vá, haverá
outra em seu lugar,
Nesse momento, porém,
é dela todo o bem.
De ter nascido só, mas
onde todo mundo
a tem.
Essa liberdade do
tempo, conquistado
sem estações, nua em
sua ideia de ser, assim mesmo
o foi.
Herta Fischer (Hertinha)
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Restos do resto
Tento falar de outras coisas, mas elas sempre acabam sendo as mesmas. Os encontros viraram vazio, quem ainda se conhece? A cama guarda o car...
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
Força de vontade e superação
Estou aqui recarregando as energias perdidas no dia, e não há nada mais prazeroso do que escrever um pouco. Falar sobre mim me satisfaz, pois a alegria de viver me encanta e, enquanto posso me imaginar serena, aproveito essa serenidade para soletrar um pouco. Sinto-me lisonjeada por ter a capacidade de compreender e me expressar por meio da escrita. Se pudesse, estudaria letras e outros idiomas para me enriquecer ainda mais, mas, como meu tempo é limitado, contento-me com o que tenho. Minha mãe sempre dizia: “Filha, nunca diga que o dia de ontem foi melhor que o de hoje, pois ontem foi um sonho e hoje é a realização.” Reconheço minha sorte por ter frequentado a escola, conhecer as letras e poder usá-las quando quero. Há muitas pessoas que sabem ler, mas não sabem transmitir; outras sabem escrever, mas não sabem falar de si. Eu, ao contrário, não tenho muito estudo, mas minha força de vontade supera qualquer deficiência. Posso dizer com certeza: a força de vontade são asas que nos levam para onde quisermos, desde que não desejemos o impossível. Sou como uma grande ave que deixou seu ninho no penhasco e se aventurou por lugares distantes, sem preocupação em voar perfeitamente, mas, ziguezagueando, encontrou seu lugar. Não me entristece não escrever de forma bela ou grandiosa; pelo contrário, me alegra ser quem sou e poder contar minhas vitórias e fracassos enquanto houver fôlego em mim. Sempre apreciei a vida e admiro pessoas de bem, que se esforçam, se superam e se dedicam com sua força de vontade, podendo, com sinceridade, dizer: “Não nasci em vão!”
Herta Fischer (Hertinha)
Herta Fischer (Hertinha)
Alquimia Divina
O Senhor está perto dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito abatido. Salmos 34:18. São muitas as chances de dias cinzentos, de doença no corpo, de solidão e descaso, de fome, tristeza e desalento. Por isso, os “templos” vivem cheios! Desde cedo aprendi a confiar, pois o acaso está sempre à espreita e não escolhe. Além disso, acredito que o corpo, como qualquer casca, pouco aproveita; o novo, o especial, o imortal está ligado à vida, não à morte. O escultor retira da terra o barro necessário, usa o que precisa e devolve o restante à sua origem. Assim é também com esta vida limitada: não só os pobres conhecem a desolação ou sofrem aflições; independentemente da classe social, as condições do corpo são as mesmas. No espiritual, porém, cada um tem seu parecer, ainda preso ao que os olhos veem e à vaidade, que é apego ao que é passageiro. A morte do corpo é inevitável, mas quando a percebemos, nos afligimos como se isso pudesse combatê-la. E assim nossas frustrações crescem, pela incompreensão do óbvio e pela luta contra o que já é certo. Sofremos pelas desigualdades, pelo nascimento, pela desorganização interna do ser que desvaloriza a vida e explora o que é frágil. Enfim, a humanidade suspira e sofre desde o nascimento até a morte, sujeita ao acaso, mas sem querer que ele nos encontre distraídos. Não aceita.
Herta Fischer
terça-feira, 22 de novembro de 2016
Túnel de sensibilidade
Quisera eu poder dizer,
para o mundo todo entender
que esta vida passa.
Não vale a pena mergulhar
no desespero e cultivar
pensamentos
tolos.
Guerrear para quê?
Se estamos a mercê
deste tempo.
Se tudo se se vai,
e o que está no
alto também cai,
tristeza não
faz sentido.
Amar é a melhor medida
para colocar tudo em seu
lugar, insistir em sofrer
não te leva a lugar algum
Que seja o amor a fazer-te
suportar a dor, todo
final é o mesmo.
Só Deus tem a vida
nas mãos, tira e põe
nos corações,
capacidade e sentimento.
Que cada um plante
o que quiser,
pois de tudo o que
fizer, prestará contas.
Plante o que quiser,
faça o que bem quer,
é você quem colherá.
De nada adianta avançar,
se suas pegadas não dominar,
só chegará em suas trevas.
A luz vem depois do temporal,
antes deixa um sinal,
na terra.
Empossas águas
na superfície,
ante a meiguice
de sua obra.
E se vai como alguém
que nem veio,
deixando emergir
em seu seio,
uma fatia de bem querer.
Herta Fischer (Hertinha)
para o mundo todo entender
que esta vida passa.
Não vale a pena mergulhar
no desespero e cultivar
pensamentos
tolos.
Guerrear para quê?
Se estamos a mercê
deste tempo.
Se tudo se se vai,
e o que está no
alto também cai,
tristeza não
faz sentido.
Amar é a melhor medida
para colocar tudo em seu
lugar, insistir em sofrer
não te leva a lugar algum
Que seja o amor a fazer-te
suportar a dor, todo
final é o mesmo.
Só Deus tem a vida
nas mãos, tira e põe
nos corações,
capacidade e sentimento.
Que cada um plante
o que quiser,
pois de tudo o que
fizer, prestará contas.
Plante o que quiser,
faça o que bem quer,
é você quem colherá.
De nada adianta avançar,
se suas pegadas não dominar,
só chegará em suas trevas.
A luz vem depois do temporal,
antes deixa um sinal,
na terra.
Empossas águas
na superfície,
ante a meiguice
de sua obra.
E se vai como alguém
que nem veio,
deixando emergir
em seu seio,
uma fatia de bem querer.
Herta Fischer (Hertinha)
sábado, 19 de novembro de 2016
Um precisando do outro
Hoje, me limitei no viver, um
limite sublime, nada
me falta.
Sou garça que se espreme
entre capins,
tendo no bico
a esperança
de seguir em frente.
Num só pé, me alimento,
num só desejo, me faço.
Não! não quero tomar
o seu lugar, O seu lugar
que me da o que mereço.
no meu, sou só teu complemento
algo que da sustento ao
que queres, ao que precisas,
Tudo certo, tudo certo,
grita meu ser.
Eu, você, nós,
os patos, os gansos,
as cobras, os rios,
as mãos dadas, a sintonia
da necessidade de
cada um, se complementando
arrastando a vida até
que o dia termine com o sol
se pondo!
se pondo!
Herta Fischer.
sexta-feira, 18 de novembro de 2016
Ser poesia
Eu queria ser poesia em
qualquer lugar que me couber.
Dançar em letras sublinhadas,
viver na rima do tempo, assim
como versos que falam
de amor.
Queria ser rosa cor de rosa,
abrir-me na primavera, sentindo
o gosto de estar desperta.
de se ouvir falar, de ser amada.
Queria ser vento forte, norte, trazendo
chuva.
Passar, passando, no mundo das
coisas.
Queria ser chuva, subindo, indo,
saudando, voltando.
Queria ser cachoeira fria, desnuda,
nascendo, morrendo a cair de um penhasco.
Queria ser alguém que sonha, que esquece, que
vai sem se preocupar.
Queria ser o que se fala sobre isso, a boca
que destila mel, a sensação boa do pensar,
do escrever, do registrar.
De contar historias, de inventar memórias,
de ser o que quiser, de voar sem asas,
de andar sem pés, de conhecer
vários lugares sem, no entanto, sair do lugar.
Herta Fischer (Hertinha)
qualquer lugar que me couber.
Dançar em letras sublinhadas,
viver na rima do tempo, assim
como versos que falam
de amor.
Queria ser rosa cor de rosa,
abrir-me na primavera, sentindo
o gosto de estar desperta.
de se ouvir falar, de ser amada.
Queria ser vento forte, norte, trazendo
chuva.
Passar, passando, no mundo das
coisas.
Queria ser chuva, subindo, indo,
saudando, voltando.
Queria ser cachoeira fria, desnuda,
nascendo, morrendo a cair de um penhasco.
Queria ser alguém que sonha, que esquece, que
vai sem se preocupar.
Queria ser o que se fala sobre isso, a boca
que destila mel, a sensação boa do pensar,
do escrever, do registrar.
De contar historias, de inventar memórias,
de ser o que quiser, de voar sem asas,
de andar sem pés, de conhecer
vários lugares sem, no entanto, sair do lugar.
Herta Fischer (Hertinha)
Eu, seguidor de mim
Mais uma vez me declaro: - seguidor
de mim.
Já me dispus a mudar, ser outra
pessoa, escolher melhor, criar
asas ao invés de viver em terra.
Deixei de desejar, desejo só
o que me é possível, e mesmo
assim não desejo muito.
Só o de poder viver com dignidade
até o fim. Pois, mudança mesmo, só
ocorre por força de um sentimento, e ou
desejo.
No mais,sou eu, sou eu mesma, sem tirar
nem por.
Sou o respirar em meu pulmão ainda jovem,
Sou o coração a pulsar na frequência de
minhas emoções.
Sou o caminhar, também, na insegurança
das horas.
Sou o sonhar, inutilmente, quando
a situação inverte.
Sou o esperar, até que a esperança morra.
Sou a desventura, quando algo que quero,
me foge das mãos.
Sou a lágrima que cai, na dor,
que só eu conheço.
Sou o sono, que me acode quando
clamo por descanso.
Sou, muitas vezes, a ira,
quando algo foge do controle.
Sou a solidão, quando me afasto de mim.
Sou o abstrato, quando me perco do
que sou.
Sou a saudade, quando meu real se faz neblina.
Sou a noite, quando meu dia não é bem quisto.
Sou um pouco de tudo, enquanto ainda sou
tudo o que eu posso ser.
Herta Fischer (hertinha)
de mim.
Já me dispus a mudar, ser outra
pessoa, escolher melhor, criar
asas ao invés de viver em terra.
Deixei de desejar, desejo só
o que me é possível, e mesmo
assim não desejo muito.
Só o de poder viver com dignidade
até o fim. Pois, mudança mesmo, só
ocorre por força de um sentimento, e ou
desejo.
No mais,sou eu, sou eu mesma, sem tirar
nem por.
Sou o respirar em meu pulmão ainda jovem,
Sou o coração a pulsar na frequência de
minhas emoções.
Sou o caminhar, também, na insegurança
das horas.
Sou o sonhar, inutilmente, quando
a situação inverte.
Sou o esperar, até que a esperança morra.
Sou a desventura, quando algo que quero,
me foge das mãos.
Sou a lágrima que cai, na dor,
que só eu conheço.
Sou o sono, que me acode quando
clamo por descanso.
Sou, muitas vezes, a ira,
quando algo foge do controle.
Sou a solidão, quando me afasto de mim.
Sou o abstrato, quando me perco do
que sou.
Sou a saudade, quando meu real se faz neblina.
Sou a noite, quando meu dia não é bem quisto.
Sou um pouco de tudo, enquanto ainda sou
tudo o que eu posso ser.
Herta Fischer (hertinha)
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