Mais um pouco e completo a jornada!
As vezes fico pensando se não teria sido diferente, ou então, porque
não foi diferente?
Se meus avós não tivessem que vir para o Brasil, fugindo da guerra, provavelmente,
para mim, não haveria história.
Meu avô e sua família saíram da Alemanha por volta de 1914, fugindo de uma situação ruim, enquanto que,
na Romênia, minha Avó e sua amiga se preparavam para fazer o mesmo caminho, pelo mesmo motivo.
Porém, o destino fez com que a esposa de meu avô adoecesse na viajem, e chegasse aqui no Brasil para morrer.
Meu avô, então com quarenta anos de idade, ficou viúvo, nesta terra estranha, com quatro filhos, sendo o caçula ainda um bebe.
Minha avó tinha apenas vinte anos de idade, não conhecia a cultura nem a linguagem daqui, no entanto, com
muita coragem, ela e a amiga arrumaram um emprego na agricultura.
Passado algum tempo, essas duas histórias se juntaram, e minha avó conheceu o filho mais velho do meu avô, que assim como ela, também tinha seus vinte anos de idade!
Se conheceram, provavelmente, na agricultura, em alguma fazenda qualquer.
logo, ele a pediu em casamento, e então, noivaram.
Porém, meu avô, com seus belos olhos azuis, deve ter chamado a atenção da minha avó. E ela, por sua vez, uma mulher de fibra, muito admirada pela coragem, também não passou despercebida pelo meu avô.
E num belo dia. Eu acho que seria um belo dia, pois o amor enfim se resolveu. Ele a convidou para fugir com ele. Não queria enfrentar seu próprio filho, dizendo-lhe que estava roubando a sua noiva.
Então, numa cidade qualquer, eles se casaram e foram morar na cidade litorânea de Cananéia.
La meu avô comprou um pequeno sitio, com a economia que trouxe da Alemanha, e minha avó, logo engravidou uma, duas, três, quatro.
Ela ainda cuidava do filho mais novo do meu avô, então, tinha agora cinco filhos sobre seus cuidados.
Passaram-se algum tempo, já tinham plantado lavoura, tinham alguns animais e a vida ia transcorrendo normalmente, até o filho dele, o que era noivo da minha avó, tinha se casado com a amiga dela, essa que viera com ela para o Brasil. Então estava tudo bem, tudo tinha acabado em paz.
Porém, nada que esta tão bom que não possa mudar. Num determinado dia, os militares invadiram a terra do meu avô, e o expulsaram de suas terras, alegando que não podia ficar no Brasil, deram-lhe um prazo para que arrumasse suas coisas.
Meu avô implorou para que não fizessem isto, pois ele já tinha quatro filhos nascidos aqui, e alegou ter seus direitos como brasileiros, Porém, não houve acordo. eles disseram que, se minha avó quisesse, ela e os brasileirinhos até podiam ficar, mas, meu avô e seus três filhos do primeiro casamento, eram estrangeiros e teriam que sair do país.
Minha avó resolveu, então, lógico, acompanhar o marido, mesmo porque, ela não tinha a menor condição de ficar só com as crianças, como iria sobreviver?
Então, ensacaram alguns pertences como, roupas, alimentos e panelas, o que conseguiram colocar sobre as costas e vieram para a cidade de piedade.
Por sorte, tinham por lá alguns conhecidos que também migraram da Alemanha para cá. E esses amigos os receberam por algum tempo.
Mas, os militares não estavam dando folga, e se meu avô fosse visto novamente, ele seria preso e deportado, juntamente com seus filhos nascidos na Alemanha.
Então, ele pegou minha avó e os filhos, se embrenharam no sertão para fazer carvão. Não tinha restado mais nada, tinham perdido tudo, o governo confiscou seus bens. Agora só restava a fuga. E voltar para a Alemanha, com Hitler fazendo tudo o que queria,. Não, ele não queria mais voltar.
Entre Piedade e a estrada que leva a cidade de Juquiá, a mata era muito fechada, só havia algum caminho traçado por alguns animais, pequenos trilhos quase que invisíveis, e foi por lá que meu avô e minha avó caminharam até encontrar uma clareira onde ele levantou um pequena cabana.
O tempo foi passando, e eles começaram a fazer carvão, o único modo de sobrevivência naquela mata. e tiveram mais quatro filhos.
Os dois primeiros eram homens, sendo um o homem que se tornaria meu pai, juntando com o filho mais novo do primeiro casamento, seriam três homens, já que os outros, mais velhos, do primeiro casamento se casaram e foram cada um para o seu lado, o restante eram meninas, e a vida era muito dura.
Uma das meninas ficou doente, e eles a viram se consumindo dia a dia, minha avó a levou ao médico na cidade de Juquiá, mas, ela não sobreviveu.
A cabana era coberta por folhas de palmeiras e as as paredes eram feitas com madeira, e a noite podia ver as onças rondando a casa.
Meu pai completara dezessete anos quando meu avô adoeceu gravemente. ele então tratou de trazer meu avô para o hospital de Sorocaba, só que meu avô acabou falecendo, e sem condição alguma de levar o corpo de volta, meu pai enterrou meu avô por lá mesmo.
Na volta, apenas contou a minha avó o ocorrido.
Depois da morte do seu pai, meu pai resolveu sair da mata, já que não havia mais nenhum perigo de serem pegos pelos militares. e arranjou emprego na agricultura, deixando para trás a difícil tarefa de fazer carvão.
Minha avó e seus outros filhos ficaram ainda lá por algum tempo, até que meu pai fez-lhe o convite de também saírem. No inicio houve uma certa resistência por parte do meus tios, mas, ao ver a labuta das minha tias e de minha avó, eles acabaram aceitando.
Então, meu pai conheceu minha mãe, se casaram, tiveram seus filhos e tudo acabou bem.
Essa é uma parte da história de minha família.
No inicio eu perguntei se teria diferente?
Se meu pai e seus irmãos tivessem tido a oportunidade de estudarem, quanta coisa poderia ter sido evitado. O meu pai sabia ler e escrever muito pouco, mas, fez questão de que, nós, seus filhos, concluíssemos pelo menos o ensino primário.
Ele passou a vida inteira trabalhando na agricultura, assim como minha avó e alguns de seus filhos.
Outros, tiveram chance de trabalhar no comercio e puderam dar aos filhos, melhores chances.
Enfim, é o que tinha de ser...Apesar de tudo.
E nós não teríamos existido se de alguma forma tivesse acontecido diferente. Se a história tivesse tomado outro rumo, consequentemente eu não teria nascido dessa família ao qual me orgulho muito...Filhos e netos de perfeitos guerreiros.
Herta Fischer
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Tento falar de outras coisas, mas elas sempre acabam sendo as mesmas. Os encontros viraram vazio, quem ainda se conhece? A cama guarda o car...
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Perdas e ganhos
Poxa vida! depois de longos meses, o inverno da ignorância passou. ufa!
Hoje em dia, ou nos tempos atuais, o difícil mesmo é entender estas máquinas maravilhosas que
dispensam canetas, mas, que se torna um quebra cabeça, quando não a conhecemos.
Bom, o que vem ao caso agora é que, enfim, sem a ajuda de ninguém, eu tive acesso a minha
conta, e aqui estou para publicar mais um de meus pensamentos.
Na simplicidade em que vivo, nada poderia ser tão sofisticado. então o que apresento é sempre o meu desejo mais simples, ou meus pensamentos mais singelos, que talvez nem faça despertar em outros, a importância que deveria ter, mas que, para mim, tem um significado muito maior.
Vivi e vivo na mais perfeita absorção de meus interesses, quanto muito, apelo para meu bom senso de viver um tanto longe dos interesses da maioria que só pensam em ter e ter para que sejam assim valorizados.
Eu não me contento com minhas posses, eu quero mesmo é projetar o meu potencial, sem que para isso eu precise apresentar bens materiais.
Pois meus bens materiais só servem para meu próprio sossego e bem estar.. e eu quero, sim, deixar minha marca para outras gerações.
Então, sem pretensões a não ser meu desejo e gosto de escrever, eu fico registrando meus fracassos, minhas limitações, e até minhas vitorias, não para que seja gloriado, mas, para que minhas conquistas possam enfim, me deixar em estado de cumpridora de meu dever.
Me casei aos vinte e nove anos, bem madura para aquele tempo.. Geralmente os casamentos se desenvolviam aos dezenove ou vinte anos, para mais ou para menos, mas eu, não tive o prazer de encontrar alguém antes disso.
Ao encontrar alguém com o mesmo interesse que os meus, eu tive que, quase que deixar o projeto de constituir família para mais tarde.
Tantos foram os desencontros e a falta de sintonia que haviam entre nós.
O projeto do meu marido era o de viajar para a América do Norte, e lá "fazer a vida"!
No entanto, o meu desejo sempre foi o de continuar onde estava, gerar filhos, e fazê-los crescer em minha pátria, mesmo não sendo o modelo ideal...
Até que enfim, por força do destino, ou não, as coisas foram se desenrolando e o sentimento e a união entre nós foram criando laços, até que, enfim, o casamento aconteceu.
Foram anos de ajustamentos, fora muito difícil para mim, que sempre morara sozinha, agora ter que compartilhar sonhos e espaços. E além de cuidar de mim, ainda tinha que cuidar de mais alguém, redobrando assim, a minha responsabilidade.
Mas, como tudo na vida são práticas, eu fui praticando e agora com mais duas pessoas, alem do meu marido para cuidar, me parece fácil.
Me sinto realizada quanto a isto, mas me falta o principal. Com a experiência adquirida nos anos que se passaram, eu fico muito tempo a toa, não posso trabalhar fora devido as obrigações que ainda tenho em casa, e o trabalho de casa me faz pensar que sou inútil.
Fiz um curso de pintura em tela, e lá fui eu quebrar a cabeça. uma coisa é pintar com professor, outra, bem diferente é pintar sozinha, mas também já estou dando meus passinhos.
Enfim, só estou dando este relato para contar que nada nesta vida é fácil. Se deixamos de trabalhar para cuidar de casa e da família acabamos perdendo a nossa emancipação em relação ao profissional. porém, se deixamos nossos filhos e voltamos a trabalhar, perdemos o prazer de vê-los crescer e também de deixar de
ensiná-los tudo que aprendemos.
Eu preferi então, a ultima opção, por um lado não reclamo, hoje quando vejo outros em comparação com eles, eu vejo que realizei, modéstia a parte, um ótimo trabalho.
E assim vou levando, pois a escolha foi minha, e agora não adianta querer fazer diferente, e eu nem sei se valeria a pena...
herta Fischer.
Hoje em dia, ou nos tempos atuais, o difícil mesmo é entender estas máquinas maravilhosas que
dispensam canetas, mas, que se torna um quebra cabeça, quando não a conhecemos.
Bom, o que vem ao caso agora é que, enfim, sem a ajuda de ninguém, eu tive acesso a minha
conta, e aqui estou para publicar mais um de meus pensamentos.
Na simplicidade em que vivo, nada poderia ser tão sofisticado. então o que apresento é sempre o meu desejo mais simples, ou meus pensamentos mais singelos, que talvez nem faça despertar em outros, a importância que deveria ter, mas que, para mim, tem um significado muito maior.
Vivi e vivo na mais perfeita absorção de meus interesses, quanto muito, apelo para meu bom senso de viver um tanto longe dos interesses da maioria que só pensam em ter e ter para que sejam assim valorizados.
Eu não me contento com minhas posses, eu quero mesmo é projetar o meu potencial, sem que para isso eu precise apresentar bens materiais.
Pois meus bens materiais só servem para meu próprio sossego e bem estar.. e eu quero, sim, deixar minha marca para outras gerações.
Então, sem pretensões a não ser meu desejo e gosto de escrever, eu fico registrando meus fracassos, minhas limitações, e até minhas vitorias, não para que seja gloriado, mas, para que minhas conquistas possam enfim, me deixar em estado de cumpridora de meu dever.
Me casei aos vinte e nove anos, bem madura para aquele tempo.. Geralmente os casamentos se desenvolviam aos dezenove ou vinte anos, para mais ou para menos, mas eu, não tive o prazer de encontrar alguém antes disso.
Ao encontrar alguém com o mesmo interesse que os meus, eu tive que, quase que deixar o projeto de constituir família para mais tarde.
Tantos foram os desencontros e a falta de sintonia que haviam entre nós.
O projeto do meu marido era o de viajar para a América do Norte, e lá "fazer a vida"!
No entanto, o meu desejo sempre foi o de continuar onde estava, gerar filhos, e fazê-los crescer em minha pátria, mesmo não sendo o modelo ideal...
Até que enfim, por força do destino, ou não, as coisas foram se desenrolando e o sentimento e a união entre nós foram criando laços, até que, enfim, o casamento aconteceu.
Foram anos de ajustamentos, fora muito difícil para mim, que sempre morara sozinha, agora ter que compartilhar sonhos e espaços. E além de cuidar de mim, ainda tinha que cuidar de mais alguém, redobrando assim, a minha responsabilidade.
Mas, como tudo na vida são práticas, eu fui praticando e agora com mais duas pessoas, alem do meu marido para cuidar, me parece fácil.
Me sinto realizada quanto a isto, mas me falta o principal. Com a experiência adquirida nos anos que se passaram, eu fico muito tempo a toa, não posso trabalhar fora devido as obrigações que ainda tenho em casa, e o trabalho de casa me faz pensar que sou inútil.
Fiz um curso de pintura em tela, e lá fui eu quebrar a cabeça. uma coisa é pintar com professor, outra, bem diferente é pintar sozinha, mas também já estou dando meus passinhos.
Enfim, só estou dando este relato para contar que nada nesta vida é fácil. Se deixamos de trabalhar para cuidar de casa e da família acabamos perdendo a nossa emancipação em relação ao profissional. porém, se deixamos nossos filhos e voltamos a trabalhar, perdemos o prazer de vê-los crescer e também de deixar de
ensiná-los tudo que aprendemos.
Eu preferi então, a ultima opção, por um lado não reclamo, hoje quando vejo outros em comparação com eles, eu vejo que realizei, modéstia a parte, um ótimo trabalho.
E assim vou levando, pois a escolha foi minha, e agora não adianta querer fazer diferente, e eu nem sei se valeria a pena...
herta Fischer.
sábado, 12 de abril de 2014
Desabafo
Por algum tempo, fiquei afastada,
não só da escrita,
mas também da vida.
Tudo anda extremamente devagar, enquanto o tempo
com sua mania de voar,
acaba nos deixando para trás.
Sigo a estrela dos meus sonhos,
mas, nem sempre ela brilha
com a mesma intensidade.
Poucos, ou muito poucos
amigos estão interessados
em nosso sonho.
Eu, por descuido, ou
ironia, me deixo levar
pela insatisfação
de não poder estar
onde quero, na hora que eu quero.
Por motivos de força maior.
fico a mercê da esperança
de ver dias melhores,
quando o nosso valor,
valor de ser pensante
tenha mais valor nesta
grande tela....
Herta Fischer.
não só da escrita,
mas também da vida.
Tudo anda extremamente devagar, enquanto o tempo
com sua mania de voar,
acaba nos deixando para trás.
Sigo a estrela dos meus sonhos,
mas, nem sempre ela brilha
com a mesma intensidade.
Poucos, ou muito poucos
amigos estão interessados
em nosso sonho.
Eu, por descuido, ou
ironia, me deixo levar
pela insatisfação
de não poder estar
onde quero, na hora que eu quero.
Por motivos de força maior.
fico a mercê da esperança
de ver dias melhores,
quando o nosso valor,
valor de ser pensante
tenha mais valor nesta
grande tela....
Herta Fischer.
segunda-feira, 17 de março de 2014
Caraca
Estou precisando de um titulo de nobreza.
Não sou nada mais que ninguém,
nem existo, que importância tenho?
Só porque não tenho um nome.
Posso escrever o que quiser,
mesmo que seja original,
o que outros
escrevem são sempre
mais bem vistos.
Depois, ainda me dizem para não desistir.
Então, onde está os que poderiam,
por delicadeza me dar algum incentivo?
Herta Fischer.
Não sou nada mais que ninguém,
nem existo, que importância tenho?
Só porque não tenho um nome.
Posso escrever o que quiser,
mesmo que seja original,
o que outros
escrevem são sempre
mais bem vistos.
Depois, ainda me dizem para não desistir.
Então, onde está os que poderiam,
por delicadeza me dar algum incentivo?
Herta Fischer.
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
Um ser ai
Apreciei os outros demais, cheguei a duvidar de mim...
tudo me parecia tão....opaco.
Não era eu, era o que faziam de mim...
Não me apreciava, por ver nos outros uma coragem
que eu esperava ter.
Tirei todas s conclusões possíveis a meu respeito,
tentando entender o que , ou quem, era eu..
Até entender que tudo
que não tem resposta, também não vale a pena..
porque o medo vem junto
com a duvida sobre a nossa capacidade.
E eu vi, no decorrer da vida
que cada um carrega
dentro de si,
destreza e poder...
É só confiar e se preparar para ser um ser ai.....
Herta Fischer.
tudo me parecia tão....opaco.
Não era eu, era o que faziam de mim...
Não me apreciava, por ver nos outros uma coragem
que eu esperava ter.
Tirei todas s conclusões possíveis a meu respeito,
tentando entender o que , ou quem, era eu..
Até entender que tudo
que não tem resposta, também não vale a pena..
porque o medo vem junto
com a duvida sobre a nossa capacidade.
E eu vi, no decorrer da vida
que cada um carrega
dentro de si,
destreza e poder...
É só confiar e se preparar para ser um ser ai.....
Herta Fischer.
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Retrô.
Ainda não atingi o ápice, mas me esforcei muito.
Bebi da fonte dos dias cheios de trabalho. Comi do prato da imperfeição.
Me encolhi diante da minha ignorância e das vezes em que fui humilhada.
Me deixei abater em minhas suplicas até que as
lágrimas se secassem.
Me inspirei na proeza dos símplices, que de uma pequena moeda de bronze transformam em ouro.
De uma pequena viajante que sou, destinada a correr riscos, não me distrai diante do perigo.. os enfrentei com a coragem de uma gigante.
Deus dá justamente aquele que nunca pediu... e eu apenas confio.
Nunca perguntei pela sorte, e ela nunca deixou de me seguir, porque não faço aliança com mágoas, nem com caprichos que o dinheiro compra.
Minha aliança é comigo mesma, naquilo que consigo ser, da forma que espero ser, na esperança de ser melhor, mesmo que muitos não compreendam....
Feliz ano novo!
Que seja tudo novo!
Que as bençãos de Deus nos acompanhe!
Herta Fischer.
Bebi da fonte dos dias cheios de trabalho. Comi do prato da imperfeição.
Me encolhi diante da minha ignorância e das vezes em que fui humilhada.
Me deixei abater em minhas suplicas até que as
lágrimas se secassem.
Me inspirei na proeza dos símplices, que de uma pequena moeda de bronze transformam em ouro.
De uma pequena viajante que sou, destinada a correr riscos, não me distrai diante do perigo.. os enfrentei com a coragem de uma gigante.
Deus dá justamente aquele que nunca pediu... e eu apenas confio.
Nunca perguntei pela sorte, e ela nunca deixou de me seguir, porque não faço aliança com mágoas, nem com caprichos que o dinheiro compra.
Minha aliança é comigo mesma, naquilo que consigo ser, da forma que espero ser, na esperança de ser melhor, mesmo que muitos não compreendam....
Feliz ano novo!
Que seja tudo novo!
Que as bençãos de Deus nos acompanhe!
Herta Fischer.
Desde sempre
Singelo o tempo que não vivi,
que não senti,
por ainda estar entre estrelas longínquas
a procura do impulso do cometa,
que me traria até aqui.
Enquanto ainda durmo, me é preparado
um lugar, uma estadia tranquila sobre
o espaço da gloria do nascer.
Um querer que se faz útil, pré-determinado,
na sorte de com intensidade poder
brilhar sobre uma cidade qualquer.
Com um monturo que se foi
construindo aos poucos
tornando-se infalível a transformação.
Do valor das coisas que não eram
e que agora é.
Tudo se transforma no tempo e
no espaço, até mesmo
a forma de amar.
O fim para alguns podem ser
o recomeço de alguns.
Pois a cada hora que a morte danifica,
a vida se faz mais viva.
Herta Fischer
que não senti,
por ainda estar entre estrelas longínquas
a procura do impulso do cometa,
que me traria até aqui.
Enquanto ainda durmo, me é preparado
um lugar, uma estadia tranquila sobre
o espaço da gloria do nascer.
Um querer que se faz útil, pré-determinado,
na sorte de com intensidade poder
brilhar sobre uma cidade qualquer.
Com um monturo que se foi
construindo aos poucos
tornando-se infalível a transformação.
Do valor das coisas que não eram
e que agora é.
Tudo se transforma no tempo e
no espaço, até mesmo
a forma de amar.
O fim para alguns podem ser
o recomeço de alguns.
Pois a cada hora que a morte danifica,
a vida se faz mais viva.
Herta Fischer
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