Poxa vida! depois de longos meses, o inverno da ignorância passou. ufa!
Hoje em dia, ou nos tempos atuais, o difícil mesmo é entender estas máquinas maravilhosas que
dispensam canetas, mas, que se torna um quebra cabeça, quando não a conhecemos.
Bom, o que vem ao caso agora é que, enfim, sem a ajuda de ninguém, eu tive acesso a minha
conta, e aqui estou para publicar mais um de meus pensamentos.
Na simplicidade em que vivo, nada poderia ser tão sofisticado. então o que apresento é sempre o meu desejo mais simples, ou meus pensamentos mais singelos, que talvez nem faça despertar em outros, a importância que deveria ter, mas que, para mim, tem um significado muito maior.
Vivi e vivo na mais perfeita absorção de meus interesses, quanto muito, apelo para meu bom senso de viver um tanto longe dos interesses da maioria que só pensam em ter e ter para que sejam assim valorizados.
Eu não me contento com minhas posses, eu quero mesmo é projetar o meu potencial, sem que para isso eu precise apresentar bens materiais.
Pois meus bens materiais só servem para meu próprio sossego e bem estar.. e eu quero, sim, deixar minha marca para outras gerações.
Então, sem pretensões a não ser meu desejo e gosto de escrever, eu fico registrando meus fracassos, minhas limitações, e até minhas vitorias, não para que seja gloriado, mas, para que minhas conquistas possam enfim, me deixar em estado de cumpridora de meu dever.
Me casei aos vinte e nove anos, bem madura para aquele tempo.. Geralmente os casamentos se desenvolviam aos dezenove ou vinte anos, para mais ou para menos, mas eu, não tive o prazer de encontrar alguém antes disso.
Ao encontrar alguém com o mesmo interesse que os meus, eu tive que, quase que deixar o projeto de constituir família para mais tarde.
Tantos foram os desencontros e a falta de sintonia que haviam entre nós.
O projeto do meu marido era o de viajar para a América do Norte, e lá "fazer a vida"!
No entanto, o meu desejo sempre foi o de continuar onde estava, gerar filhos, e fazê-los crescer em minha pátria, mesmo não sendo o modelo ideal...
Até que enfim, por força do destino, ou não, as coisas foram se desenrolando e o sentimento e a união entre nós foram criando laços, até que, enfim, o casamento aconteceu.
Foram anos de ajustamentos, fora muito difícil para mim, que sempre morara sozinha, agora ter que compartilhar sonhos e espaços. E além de cuidar de mim, ainda tinha que cuidar de mais alguém, redobrando assim, a minha responsabilidade.
Mas, como tudo na vida são práticas, eu fui praticando e agora com mais duas pessoas, alem do meu marido para cuidar, me parece fácil.
Me sinto realizada quanto a isto, mas me falta o principal. Com a experiência adquirida nos anos que se passaram, eu fico muito tempo a toa, não posso trabalhar fora devido as obrigações que ainda tenho em casa, e o trabalho de casa me faz pensar que sou inútil.
Fiz um curso de pintura em tela, e lá fui eu quebrar a cabeça. uma coisa é pintar com professor, outra, bem diferente é pintar sozinha, mas também já estou dando meus passinhos.
Enfim, só estou dando este relato para contar que nada nesta vida é fácil. Se deixamos de trabalhar para cuidar de casa e da família acabamos perdendo a nossa emancipação em relação ao profissional. porém, se deixamos nossos filhos e voltamos a trabalhar, perdemos o prazer de vê-los crescer e também de deixar de
ensiná-los tudo que aprendemos.
Eu preferi então, a ultima opção, por um lado não reclamo, hoje quando vejo outros em comparação com eles, eu vejo que realizei, modéstia a parte, um ótimo trabalho.
E assim vou levando, pois a escolha foi minha, e agora não adianta querer fazer diferente, e eu nem sei se valeria a pena...
herta Fischer.
Total de visualizações de página
Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Assinar:
Postar comentários (Atom)
-
Queria novamente as estradas que percorriam minha alma, corajosas com suas nuvens de pó a fechar meus olhos. Dando nome ao novo, sussurrando...
-
Ando em linha reta pelos caminhos tortos, morro um pouco, mas não por completo. Sei que a justiça tarda, mas, um dia, ela trará as sua...
-
Eis que ainda brilha a esperança no pó da estrada. Sem cavaleiro, o cavalo troteia; sem trovador, os versos encontram seu destino. Ainda se ...
Nenhum comentário:
Postar um comentário