Apenas manhãs
ensoleirando
minha porta.
que de muito, nada me importa
na pisadura dura de entrada,
a simplicidade
de quem se importa.
Entrar pela soleira,
escapar pelo dentro de tudo
sem cair no desvio do nada,
Sou, será?
Que madrugada me
desviará e me abaterá
sem que ninguém me
console.
Herta Fischer
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Restos do resto
Tento falar de outras coisas, mas elas sempre acabam sendo as mesmas. Os encontros viraram vazio, quem ainda se conhece? A cama guarda o car...
quinta-feira, 11 de outubro de 2018
sábado, 6 de outubro de 2018
Vivendo e descartando
As pessoas costumam pensar que durante a vida perdeu
seu tempo, porque fez isso ou aquilo
e chega, depois de algum tempo,
a conclusão de que não deveria ter feito.
Ilusão pensar em refazer
o que já foi feito.
Por exemplo: Eu recebo alguma
coisa de alguém - uma palavra mal colocada, ou
um conselho mal dado. Interpreto o que me foi dito,
e faço exatamente o que aprendi.
Depois de algum tempo, me deparo com as consequências do que fiz
e tento voltar atrás, mas, já não é mais possível.
É como cortar uma árvore, e se arrepender.
A única coisa que podemos fazer após uma decisão
errada, é tentar minimizar a consciência de nós mesmos
em relação a causa e efeito!
Seria como se tivéssemos entrado numa universidade e recebido uma má nota
em determinada matéria, Teríamos que rever todo o material estudado, e
novamente , fazer uma analise sobre o que prendemos, no entanto,
ficará gravado, para sempre, o primeiro fracasso.
Perda de tempo? Talvez!
Mas, se olharmos pelo lado positivo, veríamos, que, na verdade, os fracassos só nos fortalecem, e nos prepara para a prova seguinte.
Na vivência diária, é fácil tropeçar, porque, na verdade, a superfície da vida, nem sempre é plana. Assim, podemos ver o fracasso como gravidade, algo que nos impulsiona para baixo, assim que baixamos a guarda sobre ponderar.
Depois de uma prova mal sucedida, devemos fortalecer o ato do estudo. Quanto mais estudamos sobre algo, mais nos aprofundamos sobre o assunto, e muito mais chances teremos para tirar notas altas.
E assim passamos o nosso tempo. Aquilo que chamamos de vida, nada mais é do que tempo, o tempo
de cada um. E vivemos aprendendo até o último minuto, até o ultimo suspiro.
Nenhum conhecimento pode ser descartado, tudo é aproveitamento do tempo. Nada pode ser considerado inútil, nem mesmos os tropeços.
A dor, que, muitas vezes, ou, quase sempre, são considerados nocivos, na realidade, é algo
que mostra que algo não vai bem, seja no plano físico, ou psicológico. Que deve ser levado em consideração.
Seria o mesmo que levar algo á boca, no primeiro momento pode parecer doce, mas, quando chega no estômago, nos parece amargo. Ou ao comer algo estragado, e sem perceber, depois de algum tempo, começa a fazer estragos, e se não colocarmos tudo para fora, a sensação não melhora.
Viver é complexidade, mas também pode ser simples, se termos por costume, medir antes de esticar. Quer dizer: Fazer uma analise sobre o que, realmente, pode ser importante. Não desgastar-se em demasia a procura de si.
O primeiro aprendizado da minha vida e a primeira experiência que tive sobre erros, foi quando, na infância, eu, meus irmãos e vizinhos furamos uma caixa de uvas maduras, enquanto seu dono trabalhava
ensacando cebolas no paiol do meu pai, , e nos deliciamos do fruto roubado, sem que tivéssemos sequer a ideia de que isso seria crime.
A segunda experiência foi quando eu senti vontade de fumar, soltar fumaça pela boda e nariz, mas, não tinha dinheiro para comprar, e com muita técnica de roubo, tirei um maço do pacote de dez, que meu pai comprara para fumar, e escondi no pasto do cavalo, deliberadamente, dentro de um saquinho de plástico, junto com uma caixa de fósforo para acendê-lo quando necessário, e que, quase morri de tanto tossir na primeira tragada.
Mas, que, nunca desisti de meu intento.
Não era pela adrenalina. Era simplesmente, pelo fato de estar descobrindo.
Quando criança não temos consciência de erro, a menos que nos digam o que é errado fazer e o que não é!
Após algum tempo a gente vai aprendendo sobre as leis. Vamos percebendo o conceito do certo ou errado. Embora, errado mesmo, seja o que prejudica outros. O que nos prejudica, acaba sendo lição!
Nunca devemos olhar para trás com tristeza e arrependimentos, isto não leva a nada, devemos olhar para a frente, tentando fazer o que é certo, E o que é certo?
Não é o que todos fazem, mas, o que nós vamos prendendo por nós mesmos, escolhendo sempre o lado bom. desprezando tudo que pode causar danos a outros, ou a nós mesmos!
Herta Fischer
seu tempo, porque fez isso ou aquilo
e chega, depois de algum tempo,
a conclusão de que não deveria ter feito.
Ilusão pensar em refazer
o que já foi feito.
Por exemplo: Eu recebo alguma
coisa de alguém - uma palavra mal colocada, ou
um conselho mal dado. Interpreto o que me foi dito,
e faço exatamente o que aprendi.
Depois de algum tempo, me deparo com as consequências do que fiz
e tento voltar atrás, mas, já não é mais possível.
É como cortar uma árvore, e se arrepender.
A única coisa que podemos fazer após uma decisão
errada, é tentar minimizar a consciência de nós mesmos
em relação a causa e efeito!
Seria como se tivéssemos entrado numa universidade e recebido uma má nota
em determinada matéria, Teríamos que rever todo o material estudado, e
novamente , fazer uma analise sobre o que prendemos, no entanto,
ficará gravado, para sempre, o primeiro fracasso.
Perda de tempo? Talvez!
Mas, se olharmos pelo lado positivo, veríamos, que, na verdade, os fracassos só nos fortalecem, e nos prepara para a prova seguinte.
Na vivência diária, é fácil tropeçar, porque, na verdade, a superfície da vida, nem sempre é plana. Assim, podemos ver o fracasso como gravidade, algo que nos impulsiona para baixo, assim que baixamos a guarda sobre ponderar.
Depois de uma prova mal sucedida, devemos fortalecer o ato do estudo. Quanto mais estudamos sobre algo, mais nos aprofundamos sobre o assunto, e muito mais chances teremos para tirar notas altas.
E assim passamos o nosso tempo. Aquilo que chamamos de vida, nada mais é do que tempo, o tempo
de cada um. E vivemos aprendendo até o último minuto, até o ultimo suspiro.
Nenhum conhecimento pode ser descartado, tudo é aproveitamento do tempo. Nada pode ser considerado inútil, nem mesmos os tropeços.
A dor, que, muitas vezes, ou, quase sempre, são considerados nocivos, na realidade, é algo
que mostra que algo não vai bem, seja no plano físico, ou psicológico. Que deve ser levado em consideração.
Seria o mesmo que levar algo á boca, no primeiro momento pode parecer doce, mas, quando chega no estômago, nos parece amargo. Ou ao comer algo estragado, e sem perceber, depois de algum tempo, começa a fazer estragos, e se não colocarmos tudo para fora, a sensação não melhora.
Viver é complexidade, mas também pode ser simples, se termos por costume, medir antes de esticar. Quer dizer: Fazer uma analise sobre o que, realmente, pode ser importante. Não desgastar-se em demasia a procura de si.
O primeiro aprendizado da minha vida e a primeira experiência que tive sobre erros, foi quando, na infância, eu, meus irmãos e vizinhos furamos uma caixa de uvas maduras, enquanto seu dono trabalhava
ensacando cebolas no paiol do meu pai, , e nos deliciamos do fruto roubado, sem que tivéssemos sequer a ideia de que isso seria crime.
A segunda experiência foi quando eu senti vontade de fumar, soltar fumaça pela boda e nariz, mas, não tinha dinheiro para comprar, e com muita técnica de roubo, tirei um maço do pacote de dez, que meu pai comprara para fumar, e escondi no pasto do cavalo, deliberadamente, dentro de um saquinho de plástico, junto com uma caixa de fósforo para acendê-lo quando necessário, e que, quase morri de tanto tossir na primeira tragada.
Mas, que, nunca desisti de meu intento.
Não era pela adrenalina. Era simplesmente, pelo fato de estar descobrindo.
Quando criança não temos consciência de erro, a menos que nos digam o que é errado fazer e o que não é!
Após algum tempo a gente vai aprendendo sobre as leis. Vamos percebendo o conceito do certo ou errado. Embora, errado mesmo, seja o que prejudica outros. O que nos prejudica, acaba sendo lição!
Nunca devemos olhar para trás com tristeza e arrependimentos, isto não leva a nada, devemos olhar para a frente, tentando fazer o que é certo, E o que é certo?
Não é o que todos fazem, mas, o que nós vamos prendendo por nós mesmos, escolhendo sempre o lado bom. desprezando tudo que pode causar danos a outros, ou a nós mesmos!
Herta Fischer
sexta-feira, 5 de outubro de 2018
Escritas do coração
Quando não me sinto bem,
escrevo cartas para mim.
Coloco um papel na escrivaninha
me dizendo: Lembra de quando era criança,
e detestava que te pegassem numa falta?
Parecia que o mundo ruía debaixo de
seus pés.
Ficava tão diminuída, mais
parecia um duendezinho
cercado pelas bruxas más.
Era vergonha, que sentia, vergonha
que os adultos não conheciam.
As copas das árvores te socorriam, ao escalar
galho por galho, ferindo braços
e mãos, as dores compunham dores,
e a altura te definia.
Não suportava que te desprezassem,
nem que duvidassem de sua bondade, embora
nem soubesse bem a diferença de uma coisa
e outra.
Aquilo de que fui feita, nem sei de que
massa era. aquilo que me ensinavam, nem sei
como eu já sabia.
Escrito estava lá dentro, leitura fazia
por fora. Uma máquina, engrenagem
perfeita, fazendo coisas, fabricando
malandragens.
Nomes, fatos, leitura de sentimentos,
crueza de palavras, feitura do barro, da madeira,
de aço, Tudo era, tudo havia e aprendia.
Ossos e mais ossos, sabia onde nascer
e se separar, e se fundir com carne, se ligar
em músculos, se aparelhar com veias, tubulado
como se já soubessem o caminho.
Havia coisas que a minha percepção contava,
casos e mais casos que até eu
mesma duvidava.
Herta Fischer
escrevo cartas para mim.
Coloco um papel na escrivaninha
me dizendo: Lembra de quando era criança,
e detestava que te pegassem numa falta?
Parecia que o mundo ruía debaixo de
seus pés.
Ficava tão diminuída, mais
parecia um duendezinho
cercado pelas bruxas más.
Era vergonha, que sentia, vergonha
que os adultos não conheciam.
As copas das árvores te socorriam, ao escalar
galho por galho, ferindo braços
e mãos, as dores compunham dores,
e a altura te definia.
Não suportava que te desprezassem,
nem que duvidassem de sua bondade, embora
nem soubesse bem a diferença de uma coisa
e outra.
Aquilo de que fui feita, nem sei de que
massa era. aquilo que me ensinavam, nem sei
como eu já sabia.
Escrito estava lá dentro, leitura fazia
por fora. Uma máquina, engrenagem
perfeita, fazendo coisas, fabricando
malandragens.
Nomes, fatos, leitura de sentimentos,
crueza de palavras, feitura do barro, da madeira,
de aço, Tudo era, tudo havia e aprendia.
Ossos e mais ossos, sabia onde nascer
e se separar, e se fundir com carne, se ligar
em músculos, se aparelhar com veias, tubulado
como se já soubessem o caminho.
Havia coisas que a minha percepção contava,
casos e mais casos que até eu
mesma duvidava.
Herta Fischer
negrume
Na mesmice de todos os dias,
caminho, Levantar todos
os dias com os sonhos nas mãos
e sem mãos para segurar
o próprio sonho, me deito.
E deitando-me, de nada
careço.
Se careço, não me lembro,
se me lembro, logo
esqueço.
Como amar os dias
se nos dias vou morrendo.
Suprindo a necessidade
de um pouco mais, sendo
que nem se sabe até quando?
Hoje, talvez, seja o último
e derradeiro acorde, que
finaliza uma canção. Serei
aquilo que fica no ar, a lembrança.
Se não tocar por algum tempo,
e ninguém mais ouvir a minha voz,
logo me torno apenas passado.
Não poderei ser o que fui,
nem o que desejei, serei
como um universo
paralelo, sonhado na sombra
de quem nada sabe, a não
ser idealizar algo maior
que nós!
Herta Fischer
caminho, Levantar todos
os dias com os sonhos nas mãos
e sem mãos para segurar
o próprio sonho, me deito.
E deitando-me, de nada
careço.
Se careço, não me lembro,
se me lembro, logo
esqueço.
Como amar os dias
se nos dias vou morrendo.
Suprindo a necessidade
de um pouco mais, sendo
que nem se sabe até quando?
Hoje, talvez, seja o último
e derradeiro acorde, que
finaliza uma canção. Serei
aquilo que fica no ar, a lembrança.
Se não tocar por algum tempo,
e ninguém mais ouvir a minha voz,
logo me torno apenas passado.
Não poderei ser o que fui,
nem o que desejei, serei
como um universo
paralelo, sonhado na sombra
de quem nada sabe, a não
ser idealizar algo maior
que nós!
Herta Fischer
Patavina
Nem é preciso insistir, me dói por dentro
asneiras e crendices.
Um toma-lá-dá-cá, trocas
de nada.
Subjugados pelo que chamamos
de amor.
Que de amor nada tem.
Que é o amor?
Senão aquilo que aprendemos e fazemos
sobre condições?
Apreço eu tenho pelo
farfalhar das folhas em tempo
de vento. Que nada pede,
nada dá, á não ser o
que é sem querer.
Se eu tivesse que escolher,
quem eu seria?
Não eu, podem apostar!
Nem eu, nem ninguém, talvez uma
pedra no meio de um jardim
ensolarado, deliciando-se
sem saber, nos musgos que
em mim se derrama, sem
nada para ocultar, sem nada
para sentir, sem nada para saber.
Eu, num tempo incerto, sem tempo
e sem destino, apenas eu enquanto
tempo!
Herta Fischer
asneiras e crendices.
Um toma-lá-dá-cá, trocas
de nada.
Subjugados pelo que chamamos
de amor.
Que de amor nada tem.
Que é o amor?
Senão aquilo que aprendemos e fazemos
sobre condições?
Apreço eu tenho pelo
farfalhar das folhas em tempo
de vento. Que nada pede,
nada dá, á não ser o
que é sem querer.
Se eu tivesse que escolher,
quem eu seria?
Não eu, podem apostar!
Nem eu, nem ninguém, talvez uma
pedra no meio de um jardim
ensolarado, deliciando-se
sem saber, nos musgos que
em mim se derrama, sem
nada para ocultar, sem nada
para sentir, sem nada para saber.
Eu, num tempo incerto, sem tempo
e sem destino, apenas eu enquanto
tempo!
Herta Fischer
quarta-feira, 3 de outubro de 2018
Inspiração
Sonho caminhar sobre
um rio, mesmo que seja em sonho.
Sonho sonhar com isso.
Deve haver tantos mistérios
sobre as águas.
Deve haver refrigério
dentro dela.
Será que poderia me compreender
tendo-te
aos meus pés?
O dia não é satisfatório
sobre a terra fria, eu não me encaixo
em torrões.
Quem sabe sobre teu leito
me faria mais constante,
e se deliciaria
me beijando os lábios
quase a tocar minha alma.
És a leveza que almejo,
a doçura que meu
sentimento quer.
Porque não me abraça quando chove
e me envolve com
teu pingos.
Estou a deriva num
tempo seco, quero me
molhar em ternura, quando puder, enfim,
te tocar,
nem que seja num lapso
do sonhar.
Herta Fischer
um rio, mesmo que seja em sonho.
Sonho sonhar com isso.
Deve haver tantos mistérios
sobre as águas.
Deve haver refrigério
dentro dela.
Será que poderia me compreender
tendo-te
aos meus pés?
O dia não é satisfatório
sobre a terra fria, eu não me encaixo
em torrões.
Quem sabe sobre teu leito
me faria mais constante,
e se deliciaria
me beijando os lábios
quase a tocar minha alma.
És a leveza que almejo,
a doçura que meu
sentimento quer.
Porque não me abraça quando chove
e me envolve com
teu pingos.
Estou a deriva num
tempo seco, quero me
molhar em ternura, quando puder, enfim,
te tocar,
nem que seja num lapso
do sonhar.
Herta Fischer
Extenuação
Me sinto uma marolinha,
que de tantos vais e vens, já anda
se cansando.
Ensejos, desejos, uma inutilidade
das horas.
Ontem eu pedi a Deus
respostas,
Mas, ela não veio.
Porque viver,
se nem ao menos
se sabe se é
ou não é?
Será que sou
o que almeja, Senhor?
Não sei!
Não sei mesmo!
O que fará de mim, depois?
Para que serviria alguém
que nunca aprende?
Para que lhe servimos nós, se
de nada precisa?
Seus olhos não se cansam de ver
sofrimentos?
Então, porque?
Herta Fischer
que de tantos vais e vens, já anda
se cansando.
Ensejos, desejos, uma inutilidade
das horas.
Ontem eu pedi a Deus
respostas,
Mas, ela não veio.
Porque viver,
se nem ao menos
se sabe se é
ou não é?
Será que sou
o que almeja, Senhor?
Não sei!
Não sei mesmo!
O que fará de mim, depois?
Para que serviria alguém
que nunca aprende?
Para que lhe servimos nós, se
de nada precisa?
Seus olhos não se cansam de ver
sofrimentos?
Então, porque?
Herta Fischer
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