Ah, se eu pudesse contar minhas dores,
mas, eu só posso falar, que elas se perderam pelo caminho.
Deixaram rastros que eu já esqueci,
Não tiveram gosto nem cheiro que eu não pudesse
esquecer.
E toda vez que meu cérebro traz alguma lembrança, em dia
de tristeza, a unica coisa que faço, é lembrar que sou feliz.
Eu já estou a caminho da bonança, tudo o que aqui construi,
é miragem, minha sede se saciará mais adiante.
Não me interprete com tristeza, sou mulher feliz, nada aqui
é meu, nem o sorriso, nem a alegria e muito menos a dor.
Eu sou árvore frutífera, ao me acabar, ainda serei fértil o suficiente para
subsistir em outro lugar.
Estou, talvez, subindo para o último degrau, e é lá que me encontrarei de verdade,
exatamente de onde sai.
O que meus olhos hoje contemplam, o
que ainda acho algum valor, se acaba amanhã. Mas o dia, o dia tão esperado ainda não nasceu,
está a caminho, onde me aguarda de braços abertos.
A penúria que já vivi, a saber, a fraqueza desse corpo, a doença que o corrói, não
consegue apagar a essência da vida em si.
Serei apagada, nada de mim subsistirá, nem a lembrança, nem os feitos, nem mesmo
o meu amor. Tudo virará cinzas ou pó...Mas, eu, eu como um todo, alcançarei a doce presença
Daquele que me ofertou a possibilidade de ser.
Herta Fischer
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Restos do resto
Tento falar de outras coisas, mas elas sempre acabam sendo as mesmas. Os encontros viraram vazio, quem ainda se conhece? A cama guarda o car...
sexta-feira, 9 de setembro de 2016
quinta-feira, 8 de setembro de 2016
Horizonte perdido
Quisera eu, olhar novamente sobre a perspectiva dos olhos de uma criança,
para poder rever a inocência perdida.
Acho que nunca mais me verei assim, em esperança e confiança completa.
Deus, quando foi que se afastou de mim? Pois,mesmo me moendo por dentro, ainda
permite que me desmorone ainda mais?
Não suporto carregar a dor do mundo, que montado no lombo de todas as ilusões, fricciona
ainda mais as feridas já abertas.
Assim, como a floresta que vê desaparecendo as suas árvores, e se vê impotente diante
dos homens que destroem.
E, sem misericórdia acionam suas máquinas e sem piedade derruba seus feitos, que levaram
milhares de anos para crescer.
Assim também me encontro, presa em minha cruz, como quem tem suas mãos pregadas na
impotência, sussurrando piedade em último suspiro.
Não posso mais me calar, mas, a quem dirigir esse grito?
Quem ouvira meus lamentos, se não ouves mais a minha voz?
Maldigo o dia em que pisei este chão pela primeira vez, e com olhos brilhantes, vi tudo
com bons olhos. Não me preocupei com o mundo, não quis saber de guerras, não precisava
de nada, a não ser viver o meu dia, assim como vivem as aves.
Mas, cortaram meus sonhos, assim como quem corta as asas de um pássaro. Me deixaram aqui para morrer, e sem que eu pudesse reclamar, segui cambaleando, tateando com os pés, um terreno
pedregoso.
Ninguém a vista, só o som do meu lamento me preenchendo de agonia, Lá longe os homens se matavam, estuprando uns aos outros como que gosta de estupidez.
Me senti como um gafanhoto sem asas, afiando meu nariz na terra a procura de alimento, mas, a terra estava com sede, e descartou todo o verde, e eu fiquei ali, como quem espera,.
E como quem espera vivi meus dias.
E hoje já vai se findando todo o poder que eu preparei para o hoje. E se hoje, não tenho nada, onde entra a esperança?
Se olho e não tem mais horizonte, minha água refrescante chega aos pingos, mal toca em meus lábios e já seca.
Com quem falarei?
Quem me represará?
Antes os conselhos que não chegam, a virtude que se foi, o mel que os ursos me tomaram, a alegria que se foi com os perversos.
Onde me caibo, senão neste fosso aberto, neste descaso que assassina, neste sistema que não permite
que caminhe.
Estou me desfazendo aos poucos, como pedra úmida na encosta, pois o sol me deixou de lado, e os grandes me sufocam.
Quisera poder modelar o mundo com pastinha colorida, Quisera eu ser a estrada, ou quem abre um caminho, e por ele passa, mas todos os ensejos se vão com dores, E não ha mais lugar, nem para descanso, nem para trabalhar.
Herta Fischer.
para poder rever a inocência perdida.
Acho que nunca mais me verei assim, em esperança e confiança completa.
Deus, quando foi que se afastou de mim? Pois,mesmo me moendo por dentro, ainda
permite que me desmorone ainda mais?
Não suporto carregar a dor do mundo, que montado no lombo de todas as ilusões, fricciona
ainda mais as feridas já abertas.
Assim, como a floresta que vê desaparecendo as suas árvores, e se vê impotente diante
dos homens que destroem.
E, sem misericórdia acionam suas máquinas e sem piedade derruba seus feitos, que levaram
milhares de anos para crescer.
Assim também me encontro, presa em minha cruz, como quem tem suas mãos pregadas na
impotência, sussurrando piedade em último suspiro.
Não posso mais me calar, mas, a quem dirigir esse grito?
Quem ouvira meus lamentos, se não ouves mais a minha voz?
Maldigo o dia em que pisei este chão pela primeira vez, e com olhos brilhantes, vi tudo
com bons olhos. Não me preocupei com o mundo, não quis saber de guerras, não precisava
de nada, a não ser viver o meu dia, assim como vivem as aves.
Mas, cortaram meus sonhos, assim como quem corta as asas de um pássaro. Me deixaram aqui para morrer, e sem que eu pudesse reclamar, segui cambaleando, tateando com os pés, um terreno
pedregoso.
Ninguém a vista, só o som do meu lamento me preenchendo de agonia, Lá longe os homens se matavam, estuprando uns aos outros como que gosta de estupidez.
Me senti como um gafanhoto sem asas, afiando meu nariz na terra a procura de alimento, mas, a terra estava com sede, e descartou todo o verde, e eu fiquei ali, como quem espera,.
E como quem espera vivi meus dias.
E hoje já vai se findando todo o poder que eu preparei para o hoje. E se hoje, não tenho nada, onde entra a esperança?
Se olho e não tem mais horizonte, minha água refrescante chega aos pingos, mal toca em meus lábios e já seca.
Com quem falarei?
Quem me represará?
Antes os conselhos que não chegam, a virtude que se foi, o mel que os ursos me tomaram, a alegria que se foi com os perversos.
Onde me caibo, senão neste fosso aberto, neste descaso que assassina, neste sistema que não permite
que caminhe.
Estou me desfazendo aos poucos, como pedra úmida na encosta, pois o sol me deixou de lado, e os grandes me sufocam.
Quisera poder modelar o mundo com pastinha colorida, Quisera eu ser a estrada, ou quem abre um caminho, e por ele passa, mas todos os ensejos se vão com dores, E não ha mais lugar, nem para descanso, nem para trabalhar.
Herta Fischer.
quarta-feira, 7 de setembro de 2016
Livro indecifrável
Sou eu, velha página amarelada, escrita
num dia desses, pelo qual o tempo passou.
Pulei amarelinha com meus amigos, joguei
falas ao léu, vivi amores mentiras, de fitas
me enfeitei.
Seria eu, a verdade,-- seria eu, assim, tão bela
quanto me descrevo.
Este livro que sou eu, nem conheci direito,
leio e releio e assim mesmo
não entendo. Hoje sou maluca,
amanhã nem sei quem sou.
Do inverso o reverso, nem concavo nem
convexo.
Sou mais do que penso ser, ou sou nada em tudo,
ou tudo, menos
o que acho que sou.
Porque sou leal, sou otimista, sou bondosa,
sou perfeita, apenas quando me convém.
Se me atrasar em alguma coisa, lá vem eu de outro modo.
já não sou mais quem eu digo ser.
Herta Fischer.
num dia desses, pelo qual o tempo passou.
Pulei amarelinha com meus amigos, joguei
falas ao léu, vivi amores mentiras, de fitas
me enfeitei.
Seria eu, a verdade,-- seria eu, assim, tão bela
quanto me descrevo.
Este livro que sou eu, nem conheci direito,
leio e releio e assim mesmo
não entendo. Hoje sou maluca,
amanhã nem sei quem sou.
Do inverso o reverso, nem concavo nem
convexo.
Sou mais do que penso ser, ou sou nada em tudo,
ou tudo, menos
o que acho que sou.
Porque sou leal, sou otimista, sou bondosa,
sou perfeita, apenas quando me convém.
Se me atrasar em alguma coisa, lá vem eu de outro modo.
já não sou mais quem eu digo ser.
Herta Fischer.
Descumpridores de promessa
Tive alguns momentos tão ruins, que fez de mim,
um ser intrigante.
Eu raramente confio no sentimento alheio, Não, por
não ter fé, mas porque quase ninguém é fiel ao sentimento
que diz sentir.
Dizer amar num dia, e logo, no outro dia, dizer: - Não era bem isso!- ou,
ainda: - Estou confuso!
Como assim?
Como o amor pode ser outra coisa senão amor?
Como alguém pode sentir amor num momento e no outro,
nem ligar para o sofrimento daquele a quem dizia amar?
Não entendo! Então, entre duas pessoas ligadas pela paixão de momento
nunca foi amor, embora amem colocar esse nome na relação?
Fazer amor...Que raio de amor é esse? Apenas um se apropriando
do corpo do outro para compartilhar do prazer. Só isso!
Enchem a boca para dar testemunho de um amor superficial. Dão-se
em casamento prometendo amor eterno, quanto muito dura até a
próxima esquina, quando um se perde do outro.
Humanos...
Apenas humanos, nada mais!
Sem a minima culpa por seus delírios,
apenas sonham em cumprir promessas.
Herta Fischer,
um ser intrigante.
Eu raramente confio no sentimento alheio, Não, por
não ter fé, mas porque quase ninguém é fiel ao sentimento
que diz sentir.
Dizer amar num dia, e logo, no outro dia, dizer: - Não era bem isso!- ou,
ainda: - Estou confuso!
Como assim?
Como o amor pode ser outra coisa senão amor?
Como alguém pode sentir amor num momento e no outro,
nem ligar para o sofrimento daquele a quem dizia amar?
Não entendo! Então, entre duas pessoas ligadas pela paixão de momento
nunca foi amor, embora amem colocar esse nome na relação?
Fazer amor...Que raio de amor é esse? Apenas um se apropriando
do corpo do outro para compartilhar do prazer. Só isso!
Enchem a boca para dar testemunho de um amor superficial. Dão-se
em casamento prometendo amor eterno, quanto muito dura até a
próxima esquina, quando um se perde do outro.
Humanos...
Apenas humanos, nada mais!
Sem a minima culpa por seus delírios,
apenas sonham em cumprir promessas.
Herta Fischer,
Velho poema
Eu sai pela manhã, ainda o sol dormia.
Nas sombras loucas da escuridão eu
me coloquei a sumir.
Sai engajada em mim mesma, como gomo
de limão, não era mais uma só,
estava dividida em tantos. tantos
que nem mais me reconhecia.
Vaguei por entre as flores, já sem cores,
eu não ás via, sentia, portanto,
o perfume,das pétalas que ainda dormia.
Frustração e desanimo era tudo
que eu sentia,
por não puder ter em
minha vida um sentido.
Quando aqui cheguei, sem prosa,
sem versos, nem rimas, mas tornei-me
um poema definido, nos sonhos
que me acolhia. Quase cego,
quase morto, assim mesmo eu seguia.
Nas sombras loucas da escuridão eu
me coloquei a sumir.
Sai engajada em mim mesma, como gomo
de limão, não era mais uma só,
estava dividida em tantos. tantos
que nem mais me reconhecia.
Vaguei por entre as flores, já sem cores,
eu não ás via, sentia, portanto,
o perfume,das pétalas que ainda dormia.
Frustração e desanimo era tudo
que eu sentia,
por não puder ter em
minha vida um sentido.
Quando aqui cheguei, sem prosa,
sem versos, nem rimas, mas tornei-me
um poema definido, nos sonhos
que me acolhia. Quase cego,
quase morto, assim mesmo eu seguia.
Pensando bem
Estou agindo como alguém de muita idade, que fica falando
sempre a mesma coisa. Mas como modificar
o que vai aqui dentro?
Como falar de alegrias num mundo tão depreciado
pela violência e descaso com o bem?
Como me sentir segura em mim mesma, se minha alma
fica agitada dentro, como um tigre passando fome?
Eu estou bem, sim, na medida do possível, mas, tão vulnerável
e tão sombrio será os meus amanhãs.
Ontem eu fiz uma visita a dois anciãos. Um estava ancorando no outro, ambos
já sem forças nos pés.
Eu vi neles alguma sombra de esperança, mas, eram apenas sombra,
pois, de antemão, os olhos anuviados prenunciavam o fim.
E o que falar da dor de saber que deixará tudo o que conquistou e
que deu valor, ficar ali, abandonado, aos cuidados dos outros,
enquanto,
sai da vida, sem ganho, nem perdas, apenas sai.
Difícil não poder confiar num amanhã, difícil saber
que o tempo não dá trégua, e se esvai como água nas mãos.
Imagine então, para aquele que não tem nenhuma esperança em Deus?
Que confia apenas na vida aqui na terra, que não vê mais nenhuma esperança
além?
Que triste pensar que só se vive esta vida miserável, onde os homens
brigam por poder, se este poder vai até um determinado ponto,
e se acaba em nada. Que triste pensar que não passamos de erva: pela manhã nasce,
viçosa e repleta de esperança, e no final da tarde já se acha murcha, sem nenhum
resquício de esperança em nada.
De minha parte, eu consigo ver além.
Eu sinto que, aqui, neste sistema doente, estamos estudando para o vestibular,
e que se passarmos, entraremos na faculdade de Deus..onde a vida, resplandecerá
em abundância, e as dores, os sacrifícios terá valido a pena, porque viver apenas
alguns anos, a trabalhar para sobreviver, em meio a tantas desventuras, não é viver,
é morrer um pouco em cada segundo, ainda mais se não pudermos
acreditar na promessa de ressurreição, de que a palavra de Deus tanto fala,
Então, estar nesta idade, quase se findando os nossos dias, nos da uma vontade de
ir embora logo para dormir, e acordar na promessa, Só assim, enfrentaremos os últimos
dias como se fosse o primeiro, com a sensação de vitoria, não de perda.
Herta Fischer
sempre a mesma coisa. Mas como modificar
o que vai aqui dentro?
Como falar de alegrias num mundo tão depreciado
pela violência e descaso com o bem?
Como me sentir segura em mim mesma, se minha alma
fica agitada dentro, como um tigre passando fome?
Eu estou bem, sim, na medida do possível, mas, tão vulnerável
e tão sombrio será os meus amanhãs.
Ontem eu fiz uma visita a dois anciãos. Um estava ancorando no outro, ambos
já sem forças nos pés.
Eu vi neles alguma sombra de esperança, mas, eram apenas sombra,
pois, de antemão, os olhos anuviados prenunciavam o fim.
E o que falar da dor de saber que deixará tudo o que conquistou e
que deu valor, ficar ali, abandonado, aos cuidados dos outros,
enquanto,
sai da vida, sem ganho, nem perdas, apenas sai.
Difícil não poder confiar num amanhã, difícil saber
que o tempo não dá trégua, e se esvai como água nas mãos.
Imagine então, para aquele que não tem nenhuma esperança em Deus?
Que confia apenas na vida aqui na terra, que não vê mais nenhuma esperança
além?
Que triste pensar que só se vive esta vida miserável, onde os homens
brigam por poder, se este poder vai até um determinado ponto,
e se acaba em nada. Que triste pensar que não passamos de erva: pela manhã nasce,
viçosa e repleta de esperança, e no final da tarde já se acha murcha, sem nenhum
resquício de esperança em nada.
De minha parte, eu consigo ver além.
Eu sinto que, aqui, neste sistema doente, estamos estudando para o vestibular,
e que se passarmos, entraremos na faculdade de Deus..onde a vida, resplandecerá
em abundância, e as dores, os sacrifícios terá valido a pena, porque viver apenas
alguns anos, a trabalhar para sobreviver, em meio a tantas desventuras, não é viver,
é morrer um pouco em cada segundo, ainda mais se não pudermos
acreditar na promessa de ressurreição, de que a palavra de Deus tanto fala,
Então, estar nesta idade, quase se findando os nossos dias, nos da uma vontade de
ir embora logo para dormir, e acordar na promessa, Só assim, enfrentaremos os últimos
dias como se fosse o primeiro, com a sensação de vitoria, não de perda.
Herta Fischer
segunda-feira, 5 de setembro de 2016
Ficando para trás
Esta noite eu sofri de insônia, Fiquei um tanto triste, pois quando perco o sono
fico irritada,
Então, os pensamentos se tornaram mais intensos que de costume.
Fiquei planeando entre o presente e o passado,
e fiquei com dó de mim.
Viver não é fácil, principalmente, quando nos tornamos mais que adultos.
Entrar na terceira idade, ou estar próximo dela, nos da uma sensação de que
falhamos em quase em tudo.
Olhamos para o que fizemos e temos a sensação, de que, quase tudo o que fizemos, trouxe poucos resultados.
Eu esperava um pouco mais de mim,
No entanto, hoje, eu vejo, que não consegui atingir nem metade do que realmente esperava.
Estou a mercê do pouco tempo que me resta, e fico indignada comigo mesma pela coragem que desfalece um pouco a cada dia!
Tive tanto trabalho para executar que me esqueci de ser feliz, esqueci de me ocupar com coisas que realmente faria a vida ter um pouco mais de significado, Pouco investi em mim, e agora vejo que nem adianta mais, Mesmo que queira correr, para aproveitar ao máximo, não consigo, pois me acostumei com condições e ou rotinas, que fica difícil sair do lugar.
Falhei até com meus filhos, tenho essa sensação, de que, não fui bem o que eles queriam que eu fosse, de que não realizei muito bem o meu trabalho,, Sei lá! talvez seja paranoia minha, mas é isto que me vem a cabeça, nas vezes em que, me encontro assim, cansada e talvez, também, um pouco acovardada em relação a ter ainda que conquistar alguma coisa para preencher este vazio que fica, enquanto se olha e não mais vê com a mesma nitidez de antes.
Faço muitos planos, mas, me parece que estou plantada no mesmo lugar, cujas raízes já se acostumaram neste lugar. E agora, como arrancar, sem danificar a base?
Sabe! eu me vejo como um animal acuado, que esta doente, e já não consegue mais seguir sua manada, e tenta desesperadamente não ficar para trás, pois os outros, que ainda estão dispostos não tem mais nenhuma intenção de se atrasar, nem de ficar fazendo companhia a uma alma solitária que não poderá mais decidir sobre sua própria vida,
Então, eu sinto cansaço, de tudo, e ao mesmo tempo de nada. só uma vontade imensa de dormir e não mais acordar..sinto falta do silêncio na alma, sinto falta de paz interior.. E... o mundo...Ah, o mundo, esse não dá trégua!
Herta Fischer
fico irritada,
Então, os pensamentos se tornaram mais intensos que de costume.
Fiquei planeando entre o presente e o passado,
e fiquei com dó de mim.
Viver não é fácil, principalmente, quando nos tornamos mais que adultos.
Entrar na terceira idade, ou estar próximo dela, nos da uma sensação de que
falhamos em quase em tudo.
Olhamos para o que fizemos e temos a sensação, de que, quase tudo o que fizemos, trouxe poucos resultados.
Eu esperava um pouco mais de mim,
No entanto, hoje, eu vejo, que não consegui atingir nem metade do que realmente esperava.
Estou a mercê do pouco tempo que me resta, e fico indignada comigo mesma pela coragem que desfalece um pouco a cada dia!
Tive tanto trabalho para executar que me esqueci de ser feliz, esqueci de me ocupar com coisas que realmente faria a vida ter um pouco mais de significado, Pouco investi em mim, e agora vejo que nem adianta mais, Mesmo que queira correr, para aproveitar ao máximo, não consigo, pois me acostumei com condições e ou rotinas, que fica difícil sair do lugar.
Falhei até com meus filhos, tenho essa sensação, de que, não fui bem o que eles queriam que eu fosse, de que não realizei muito bem o meu trabalho,, Sei lá! talvez seja paranoia minha, mas é isto que me vem a cabeça, nas vezes em que, me encontro assim, cansada e talvez, também, um pouco acovardada em relação a ter ainda que conquistar alguma coisa para preencher este vazio que fica, enquanto se olha e não mais vê com a mesma nitidez de antes.
Faço muitos planos, mas, me parece que estou plantada no mesmo lugar, cujas raízes já se acostumaram neste lugar. E agora, como arrancar, sem danificar a base?
Sabe! eu me vejo como um animal acuado, que esta doente, e já não consegue mais seguir sua manada, e tenta desesperadamente não ficar para trás, pois os outros, que ainda estão dispostos não tem mais nenhuma intenção de se atrasar, nem de ficar fazendo companhia a uma alma solitária que não poderá mais decidir sobre sua própria vida,
Então, eu sinto cansaço, de tudo, e ao mesmo tempo de nada. só uma vontade imensa de dormir e não mais acordar..sinto falta do silêncio na alma, sinto falta de paz interior.. E... o mundo...Ah, o mundo, esse não dá trégua!
Herta Fischer
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