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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Tudo certo

Acabei pensando no meu passado. coisa de criança levada.
Cobiçava o que meus olhos viam e estavam além de mim.
Coisas como uma laranja em temporão.
Não necessitava tanto de abraços, nem me afligia a falta de atenção.
Estava eu no mundo como a luz em seu lugar.
Tinha pés e andava, tinha mãos e afagava: tato, olfato, paladar, audição, intuição.
Perigo não havia, o cair era mania, ralar os joelhos me divertia.
Tudo era manso, assim como as marolas, ia e vinha sem sombra alguma, nada era em vão.
Pessoas passavam, andavam, cantavam, trabalhavam, tinham, não tinham, pouco ou muito, tudo certo.
O vento da tarde brincava com meus cabelos, a noite mostrava as suas maravilhas, colocando suas estrelas lá em cima.
E la vinha o dia trazendo em sua face um sol imenso. Calor, suor, e alegria,
companhia sincera de todos os dias,
Nada, nenhum abalo: sem dor, nem amor, só um aconchego simplório no peito, como quem chega de uma festa, e se acha de novo em festa.
Deitar, dormir, sonhar, nada para se preocupar. Tudo certo, tudo normal, nada a reclamar.
Sair, chegar, ficar, Um amor pra toda vida é essa vida que vem nos presentear.
Herta Fischer

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