Total de visualizações de página

Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Pingo a pingo

Até o dia de hoje carreguei meus fardos,
antes, pareciam bem mais pesados, achava
que carregava sozinha.
Minha fonte se esgotava a cada gole de tristeza,
porque procurava inutilmente, e la na frente,
eu só enxergava doença e morte.
Quando, porém, meus olhos se abriram, e passei a
compreender meu caminho e o que me levava.
Não era minha a força, não era meu querer
que fazia acontecer.
Não foram os sonhos que me levaram as realizações.
E, sim, algo que se concretizava aqui dentro, como
olhos invisíveis a me alertar.
Passei por meus momentos como quem
precisa aprender. Nada é tão fácil.
Mas, também, nada é tão difícil que não se
possa suportar.
Tremia diante da vida, muito quis e pouco
me foi dado, me enterneci com amores
que desejei, que só se tornaram objetos
sem valor ao passar dos anos.
E passou, sim, passou, até mesmo
aqueles desejos pelos quais chorei,
virou passado quase todos que amei.
Depois de muito tempo é que, finalmente,
as coisas se encaixaram, não porque quis,
mas, porque aconteceu, simplesmente, aconteceu,
sem esforços, nem cobrança. Como um rio
formado por uma pequena nascente.
Uma construção de todos os dias, pingo
a pingo. Ora seco, ora abundante, na necessidade
foi crescendo até se tornar algo pelo
qual dá para se dizer: É tudo que eu tenho,
e quero, e preciso.
Podem me oferecer o mundo, não
troco pelo que vivo hoje!
Herta Fischer









Nenhum comentário:

Postar um comentário