Ah, se eu fosse um pequena flor do deserto, ninguém de mim, faria conta.
Como sou lírio a beira da estrada, muitos passam e riem da poeira escamada em minhas pétalas.
O branco se faz marrom, e minha cor desbotada esconde o que realmente sou.
Nem de longe, nem de longe, sou conhecida, pois os homens só veem o que quer,
consagrando-se a si mesmos na ilusão dos que se acham.
Não quero que me vejam, aqueles que não sabem interpretar nem um bom começo, nem um meio, nem tão pouco um fim.
Pois sou a soma de todos os sonhos, sou uma estrela cadente, que de tão pequena,
nem aparece.
Dou a mão a palmatória aos fortes e poderosos, os que buscam e nada tem, os que procuram e nada acham,
eles morrem na loucura do desperdício, enterrados em seus acúmulos, nem percebem que tudo passa.
Eu de minha parte vou encerrando, prefiro mil vezes ser o que eu sou, e não ficar pondo tropeços no caminho de ninguém.....
Herta Fischer.
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
terça-feira, 17 de setembro de 2013
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