Sinto-me feliz por ter alcançado com palavras lugares tão distantes,
e agradeço sempre a Deus por me sentir viva e bem.
Sei que sou muito simples, não uso palavras sofisticadas, embora creia ter um vocabulário muito rico, não adianta usar palavras para enfeitar uma escrita, o mais importante é escrever textos simples, onde a maioria consiga interpretar.
Não escrevo para me tornar uma outra pessoa que não seja eu mesma.
E quando coloco palavras no papel, vai com muita emoção, tantas, que as vezes chego a chorar.
Sou dona de casa, e uso a escrita para tornar meu tempo mais precioso, não que minhas tarefas domésticas não o sejam, mas, é através da escrita que realmente me realizo.
Escrevo desde os seis anos de idade, leio muito, me inteiro das coisas que acontecem no mundo, sou pobre materialmente, mas muito rica em instrução, não vou pelo que os outros falam, não tenho preguiça de tentar tirar dos livros toda a sua essência para formar minhas próprias conclusões.
O mundo, a lida, as pessoas, enfim, são uma enciclopédia aberta, basta que não tenhamos preguiça para raciocinar, e assim aprendermos vivendo e observando.
Tiro muitas lições da natureza, porque a natureza em si, também é um livro aberto e cheia de bons exemplos.
Em especial, os pássaros, gosto muito de observá-los.
Eles não fazem para si muitos ninhos, não tiram do outro a liberdade de estar, ou de cada um ocupar o seu lugar, eles usam o seu espaço, onde fazem seus ninhos, colocam seus ovos e criam seus filhotes.
Dominam apenas numa pequena área, e mesmo assim, gostam de dividir seus espaços aéreos, sem a preocupação excessiva de domínio.
Diferentemente do homem, não acumulam para si muitas coisas, vivem do necessário, esperam em Deus, e vivem felizes com seus cantos magníficos.
Não deixam heranças. á não ser na educação, onde ensinam seus filhotes a arte de sobrevivência através de seus exemplos.
O homem em si tem tudo, só não sabe usar metade de sua inteligência, pois se realmente quisesse viver feliz, não se preocuparia tanto em acumular bens, sendo que de pouco ele precisa, deveria se inteirar de que os filhos precisam passar por experiências para se tornarem homens de bem.
Todos nós nascemos para trabalhar, para sobreviver, só que vamos muito além, não somos capazes de fazer o que nos basta, geralmente, queremos mostrar a nossa competência aos outros, através dos acúmulos.
Sendo assim, nunca nos saciamos, sempre dispostos a querer mais e mais, e assim, vamos perdendo um precioso tempo para buscar mais do que o necessário, deixando de lado o tempo para suprir a necessidade espiritual, ou quanto muito, pela consciência pesada, buscamos consolo, ou tentamos pagar dividas, esquentando banco de templos.
O dever espiritual está em conviver bem com a família, estar disposto á colaborar com o crescimento um do outro, ensinar regras bem definidas aos pequenos, moldá-los a honestidade, ensinando-os a sobreviverem quando adultos, sem a interferência dos pais.
É desse dever que Deus fala.. do dever da compreensão do amor para com os de fora, mas, muito mais efetivo seja esse amor pelos de dentro.
A responsabilidade de cada um, seja da mãe, ou seja do pai, ou dos dois em conjunto, não é simplesmente preparar um lindo e bom lugar para que os filhos cresçam, e sim, prepará-los para a vida, para agregação de valores dentro da sociedade, para que eles possam viver bem dentro e fora do lar.
Mas, infelizmente, minhas palavras só vão fazer efeito quando os habitantes do mundo perderem toda a referência de si mesmo, e contemplarem sem poder fazer nada, a violência dos homens, fabricados por nós mesmos!
Herta Fischer.
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