E lá estava, embarcando numa viagem nas asas do pensamento.
Plainando históriasBrisa suave levantava fenos de esperançaSem nenhuma delicadeza nem méritos, delirava nos pobres poemas. ricosem mimUma mistura de simples com simplório. Juntados, como se junta frases pensadas com frases verbalizadas. Percorria rios de memórias, charcos de intensão, muitas vezes, lamas de ilusão.Eu, quem dera! Amante da arte, sem ferramentas sofisticadas. Punhos de aço.O silêncio á me olhar com aqueles olhos de pidão.E o mundo inteiro ao meu dispor: Eu só querendo alinhá-lo poeticamente.Meus pássaros se aninhavam no alfabeto, e meus poemas punham ovos de plásticoHavia tantas coisas a contar, e ninguém para ouvirComecei a contar para os caminhos, para os lagos, e, muitas vezes, para a noite.Horas a fio a desenhar em meus limites. Nada é mais fértil que a imaginação. É como aprender a ser médico, curando a si mesmo. Ainda insisto nos traços. Poesia é desenho que não se desenha, se esboça.
Hertinha Fischer