Quem me vê assim bem arrumada,
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Restos do resto
Tento falar de outras coisas, mas elas sempre acabam sendo as mesmas. Os encontros viraram vazio, quem ainda se conhece? A cama guarda o car...
terça-feira, 31 de maio de 2022
De que sou feita
sábado, 28 de maio de 2022
A saudade, lembrança e tempo
Estava abraçada com o tempo, a namorar sua passagem descuidada.
Entre os jardins ensolarados e ensopados de magia. Havia uns banquinhos,dispostos na memória,
sentados estavam os que se despediram e foram embora.
Conversávamos maluquices, sorríamos com as bocas escancaradas de pura forma de alegrias.
A parte inferior dos lábios, adocicava a parte superior, destilando o sabor felicidade.
Que contos sublimes e apaixonantes se fizeram embaixo das amoreiras, na esfera de um amor
roxo, de sementes de bem querer, cujo ingazeiros invejados pela beleza de cor, criavam sementes
dentro da caixa, tão brancas e tão macias.
E tudo parecia perfeito dentro do sonho.
A lua que despertava á olhar furtivamente pelas frestas modestas das bananeiras, lançando luz maravilha sobre os cachos que pareciam tocar o chão, numa modesta onda de frenesi.
Os que se foram, voltaram de mãos dadas com a saudade, e nos incluíram nas andanças que nos dispersou.
E lá onde o inconsciente dormia, afagado pela desmemória de um dia, reavivou pela vontade do reencontro, o amor que parecia esquecido, acordou e sobreviveu.
Andamos felizes pela margem do tudo, abraços e lembranças se deram as mãos. o nunca esquecido também é vivência, no campo magnético do verdadeiro amor.
Herta Fischer
domingo, 15 de maio de 2022
O vento das palavras
O mar começa na areia,
Viagem da saudade
segunda-feira, 4 de abril de 2022
A alegria da alfabetização
Minha letras nasceram pobres, vieram do roçado, das colheitas.
Minhas letras cresceram a míngua, sem meio termo, sem direção.
Minhas letras não ficaram soberbas, vieram do rádio, de boa canção.
Minhas letras vem da simplicidade, fogão a lenha num barracão
Minhas letras andam a margem, nem é profunda, nem inspiração.
Minhas letras andam a pé, sem escora e nem carrão.
Minha letras andam a cavalo, sem espora e sem cordão
Minhas letras é estado inteiro, não é escada nem corrimão.
Minhas letras estão cansadas, dão impulso as próprias mãos.
Minhas letras são analfabetas, só são enfeites ao coração.
Minhas letras que não são ricas, nem são tijolos nem construção.
Minhas letras não almejam as estantes, só desejam o frio chão.
Minhas letras mesmo sendo abelha, não tem asas e nem ferrão,
Minhas letras são testemunhas da minha luta e oração
Minhas letras sou eu sofrendo a mutação.
Minhas letras mostram alegria do poder da alfabetização.
Hertinha Fischer
Volubilidade e emoção
Uma lembrança suave como pena a voar com o vento.
Uma saudade feito nuvem de chantili
A voar no sistema sideral, estupidamente doce.
Vencido e domado como cavalo bravo a trotear
com rédias e cabresto.
Olhando o ar se deslocar sobre seus caminhos,
sem rastros, no domínio de si mesmo.
Sem mandante nem medida, ouriçado
pela velocidade com que o mar se revolta.
De frente com a frente, seja calor, seja frio
Apaixonado em seu leito, desmanda.
Junta-se e se separa, para renovar-se o amor.
Sem ideal que lhe cause danos.
Dirige um bem maior sobre as águas do oceano
Aprendendo a não se cansar
O que será saudade senão ausência?
O que será lembrança senão saudade?
Hertinha Fischer
A consagração temporária (devenir)
Havia uma casinha, outra casinha e mais outra casinha, até que o tempo, desavisado de saudade, passou a desconstruir.
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Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
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Estamos vivendo por viver.......... Eu procuro algo de valor nas pessoas e não encontro mais. Futilidades apenas. Tanta gente sem con...