O seu amor não é ele(a). Ele(a) é só o objeto que você escolheu para satisfazer uma necessidade humana. Assim, como escolhemos um par de sapato. Admira-se pela cor, pelo formato, pelo desaine e finalmente, adquire-se para que o ego esteja completamente satisfeito e assim, possa causar sensações físicas. O sentimento em relação a qualquer coisa, vai de encontro ao desejo, que, sem perceber, são alimentados dentro da gente. E ai o desejo se confunde com amor. e o objeto passa a ser o sentimento e não mais visto como simples objeto. Embora continue sendo apenas o objeto que supre a necessidade corporal e até mesmo uma necessidade espiritual, quando aspiramos por algo maior que nós mesmos, acreditando que não estamos no mesmo plano, onde tanto um objeto quanto outro objeto pode a qualquer hora deixar de ser atrativo e fatalmente direcionar o olhar para outra direção, refazendo o mesmo trajeto de antes, com as mesmas possibilidades do acerto ou erro.
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Restos do resto
Tento falar de outras coisas, mas elas sempre acabam sendo as mesmas. Os encontros viraram vazio, quem ainda se conhece? A cama guarda o car...
sexta-feira, 12 de novembro de 2021
Bondade e amor
Iniciante
E sozinha no meio de tudo, e tudo meio que vazio.
quinta-feira, 11 de novembro de 2021
O invisível
Nascemos para agradar Deus e não homens.
Só poderemos sentir as coisas com sentido próprio. Isto é:
A emoção com que meus olhos veem, não será a mesma, olhada por
outros olhos.
A beleza, de todas as coisas, só farão algum sentido, quando a gratidão se faz presente.
A glorificação não será útil, quando dito da boca para fora, mas, quando entra no coração e
a alegria se faz presente.
Não são as coisas que nos satisfazem, embora, as coisas se mostrem atrativas, por nos compensar
de alguma forma, mas, coisas perecem.
Quando sentimos o vento soprar, sabemos bem, que caminho toma: se norte, se sul: No entanto, isso pode mudar sem que percebamos. O invisível não pode ser tocado.
O que não pode ser tocado e o que não é visto é que tem real importância, senão, não teríamos tanta tara por paixão.
O que nos move é sentimento verso, inverso ou reverso, sem o sentimento. não podemos. sequer, existir, pois, somos a magia do sentimento de Deus, que nos fez com um simples sopro e vontade.
O mesmo acontecerá na hora da despedida: a tomada do sopro e a vontade do criador, embora, nunca tivesse vontade de nos tomarmos em morte. Nós escolhemos a morte, não individualmente, mas, a natureza humana escolheu por nós. Ainda, agora, se usássemos a consciência, sem medo, ela. nos revelaria, que, embora, tenhamos aflições só em pensar na morte. A morte entrou no mundo, pelo conhecimento dela, senão seríamos como qualquer animal irracional, Nasceríamos, viveríamos, e morreríamos sem a consciência e dor que a razão traz.
Hertinha Fischer
Verdade fiel
Repentinamente, o tempo nos mostra suas raízes mais profundas saindo pelas têmporas, sulcando a camada mais fina do maior órgão do corpo. São marcas de vida, de desassossego, de renúncias, mas, também de alegrias vividas.
terça-feira, 19 de outubro de 2021
O temido
Já tentei de tudo para driblar o tempo,
até gotas de orvalho já fabriquei nos olhos.
E o tempo, assim como o vento, me leva.
Ainda existe uma pequena margem á que
me redesenho, na insistência e resiliência
dos absurdos.
Dou marcha a ré, toda vez que chego bem perto do porto,
atracar é muito cruel.
Mas, mesmo patinando, o impulso me leva mais para perto
do limite do fim.
Penso que não quero ali chegar, mas o ali chega em mim.
E o silêncio de quem não mais precisa de nada já me acolhe
e acolhendo já não me resta tantos sonhos.
Porque o que tinha de ser plantado, já foi colhido, e o
colhido já foi degustado, e o degustado perdeu o sabor.
Tudo fica para trás, inclusive a lembrança de nós mesmos.
quinta-feira, 14 de outubro de 2021
Vidas engarrafadas
Componho meus dias com versos reversos, quase canção de exílio.
terça-feira, 29 de junho de 2021
laços de amizade
O rincão, da criancice, que traz saudade de outrora,
quando, o piso, de terra batida, tinha gosto de amora.
O meu cavalo no pasto, a relinchar de paixão,
por gosto de trabalhar, andava a riscar o chão.
O fogareiro no canto, a cantar sobre as brasas
esquentando a chaleira e a água,
a fumaça a bater suas asas.
A maçã a desejar minha boca,
suspensa ali se encontrava
de tão doce e suculenta, quase,
em minhas mãos, se jogava.
As gotas, de orvalho, que nos saudava,
de prata, pintava a relva suave,
o vento, a deslizar, suavemente,
com a alegria, fazendo conchaves.
A semente, a deslizar, dentro da terra
a terra á cobrir-lhe a nudez,
Depois de amadurecer-lhe,
começava tudo outra vez.
Eu, com meus olhinhos curiosos,
a contemplar tudo com amor,
a vida e sua vitória,
sem lamento ou temor.
Hertinha fischer
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