Me encantavam as cores da tarde, derramadas na entrada da noite, enquanto se preparava para receber a visita da lua cheia. Costumava deitar lá fora, com o corpo quase adormecido junto ao chão frio, separado apenas por um manto de saco de estopa. Olhava para o céu como se pudesse tocar as estrelas com as mãos, e o brilho intenso delas pulsava dentro dos meus olhos. A boca da noite assoviava uma canção suave, que entrava com paixão no meu coração. Dizem que a noite é poética, compondo versos na escuridão apenas para enternecer as estrelas, que se apaixonam pelo sol distante. Acende suas luzes para que nunca se esqueçam de sua existência.
Hertinha Fischer
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