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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

domingo, 18 de maio de 2025

o sonar do silêncio

Há memórias que nunca se apagam, como os luares de outros tempos e lugares. Havia uma criança, e essa criança era eu, com um mundão à minha espreita e o pouco que eu sabia. Mesmo sem ver, eu ouvia. Pela manhã, o cheiro de café chegava aos meus ouvidos e me dizia que era dia. As comédias dos grandes pássaros começavam ao nascer do sol, tentando ganhar dos pequenos, que eles punham a correr. Da grandeza da Tereza, que dava leveza ao dia, ouvia-se o seu cantar: "Essa vida é uma beleza." Essa saudade que corre solta, esfola a alma e nunca morre. Se uma estrada se fecha, logo outra socorre.

Hertinha Fischer







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