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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

sábado, 1 de fevereiro de 2025

Inversão da subversão

Ah, essa vastidão de ais,  

como bandos de pássaros,  

que passam.  


Nuvens despejando água,  

gelo moldando-se em formas.  


Gritos silenciosos, dramas românticos.  

A suavidade dos desgostos, a especulação  

da felicidade.  


Vejo gotas saltitantes, chuvas ascendendo,  

seca descendo.  


Palavras que descrevem o descarte,  

pessoas sendo massacradas por moscas.  


Ferramentas esmagadas e destinatários  

corrompidos.  


Chamam de solidão o baile, e de convivência,  

o invisível.  


Fala-se pelos dedos e cala-se na consciência.  


Normaliza-se o anormal e desmoraliza-se a moral.  

Ignora-se o ignorado e inverte-se o marginalizado.  


Hertinha Fischer





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