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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Passado e seus cacos

O tempo constrói, destrói e reconstrói - sobre velhas histórias, surgem novas narrativas.


Nada permanece e nada se perde no tempo; o que a ilusão desfaz, outra ilusão refaz. É triste que, ao longo do tempo, tanta história, tantos lugares e memórias se dissipem. Estradas permanecem, culturas se transformam, rios secam, paisagens se deterioram e são substituídas. Há filosofias do passado que pouco têm a ver com o presente, mas ainda assim atravessam os séculos. Apenas ruínas de prédios insistem em contar o que ninguém viu ou ouviu, junto a livros escritos por raros sortudos dotados de uma inteligência única para sua época. Cortesia do tempo.


Escrever torna-se cada vez mais desafiador; onde há abundância, pouco será notável. Ainda mais agora, quando claramente estamos perdendo a habilidade culta de narrar histórias, tornando-as cada vez mais difíceis de serem compreendidas pela falta de bons intérpretes.


Hertinha Fischer.

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