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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

sábado, 15 de fevereiro de 2025

Regra e consciência

Não quero mais nada... 

Nem noite nem dia, nem ruas nem estradas - só o aconchego de quem vive as horas. 

Não há mais desejo, apenas aquilo que me constrói e me alimenta, até que a energia seja necessária. 

Não há mais sonho, porque realizar é muito mais divertido. 

Não há mais amigos, apenas o doce sonar do cuidado recíproco. 

Não há mais dor, pois o amor transformou tudo em compreensão. 

Não há mais modelo, o que surge sempre esteve presente em todo tempo. 

Não há mais lucro, o crédito é suficiente. 

Não há mais ensino, cada um aprende à sua maneira e se leva com ou sem conhecimento. 

Não há mais expectativas, exceto pela certeza de que a justiça se fará. 

Não há nada, nunca houve. Se houvesse, haveria tempo para todas as coisas que morrem e são enterradas, para um dia despertar em ruína ou ascensão. Deus sabe! De onde vêm os cogumelos? Onde se esconde o fogo do vulcão? De onde vem o vento – quem sopra? Como os macacos aprenderam a subir em árvores? Por que apenas os humanos têm consciência do bem e do mal? Quem os ensinou, ou já nasceram sabendo? 

Como o dinheiro substituiu a troca, sendo só um papel? 

Qual é a importância da vida, se a morte, um dia, chega para todos? 

A roupa é realmente necessária ou nos vestimos para esconder nossa vergonha? Já que tudo faz parte do corpo, por que esconder uma parte? 

Aí está! A consciência dita as regras. A razão liberta!

Hertinha Fischer.



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