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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

sábado, 11 de março de 2023

Um corpo, dois corpos

 Estou mais para olhar as estrelas, mesmo que não as enxergue, a amar o mar, mesmo que esteja tão longe. A sentir o vento, mesmo que seja só em pensamento.

Abrir as cortinas da alma, para que a luz incendeie meus dias.
Fazer uma compota de alegria com as sobras de algumas tristezas.
Olhar o infinito, almejando me lançar no horizonte. Ouvir o lamento do céu, quando em lágrimas se derrama sobre a terra que o esqueceu.
Procurar o que escondi na aljava do tempo, me empanturrar de doces lembranças.
Sumir dentro das circunstancias e aparecer de repente como em primavera.
Preferir os botões que ainda não presenciaram suores. E os perfumes que não foram sufocados em potes.
Não era e tinha propriedade, Sou e me sinto vazia. Mas, a saber, o vazio cabe muita coisa!

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