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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quinta-feira, 10 de novembro de 2022

Golpe baixo

 Me despeço com pesar

deste meu chão,

Ha rusgas no meio das ruas

bocas secas a falar sem voz

olhos que choram sem lacrimejar.

Códigos indecifráveis, em mentiras se conta

sem contar seus avessos contras

Direção não há, flechas se vê pelos arbustos,

escondendo sangue entre as folhas.

Secura de vertente, escorrendo entre os ventres,

lodo de todo lado.

Povo mais que sofrido, mãe sem marido, pai sem  pátria

Bonde sem passageiro, lacre rompido.

Poder engole a prole, da prole só quer o gole.

Golpe fatal, no coração do coração.

Hertinha Fischer




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