E o vento lhe contava segredos, soprando suavemente suas histórias de amor. Os cabelos dançavam freneticamente na calma desenfreada daquela extravagante narrativa. O enredo seguia rumo ao norte, junto às corredeiras do ar que surgia apaixonante e explosivo. Empurrava doces nuvens com um sopro quente, dilatando pupilas e marejando olhos de algodão. O vazio aplaudia com um pincel sujo de tintas azuis, celebrando o evento do vento em suas andanças e esperanças. Gotas subiam de graça enquanto outras desciam sobre a perturbação oscilante de um rio. A força frenética dos raios soltava faíscas brilhantes diante de um temporal refrescante. As folhas medrosas suavam pelas faces, sofrendo o instante que antecede a dor da lambida do caramujo sonhador.
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
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Queria novamente as estradas que percorriam minha alma, corajosas com suas nuvens de pó a fechar meus olhos. Dando nome ao novo, sussurrando...
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Ando em linha reta pelos caminhos tortos, morro um pouco, mas não por completo. Sei que a justiça tarda, mas, um dia, ela trará as sua...
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Eis que ainda brilha a esperança no pó da estrada. Sem cavaleiro, o cavalo troteia; sem trovador, os versos encontram seu destino. Ainda se ...
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