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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Favorecimento impio



A gente se esconde dentro de um pano de prato,
Uma customização passageira, bordadas as avessas.
Presa numa gaveta que não se abre, e se amarela
diante da passagem temporária.
Embolada entre finíssimos bordados a mão,
que se embota também o que o traz.
Assim como um chão feito de cera se desfaz ao calor.
Desfazemos nós entre os nós.
Hospedagem ao relento, tão macio
o chão, que empedra o coração.
Somos o que vamos perdendo entre saudade
e passado, que o futuro engole de dia em dia.
Querendo transpor a ordem, ordenado e ordeiro
são os tropeços.
Um cão faria melhor,
se falasse por nós.
A insensatez da revolta, a revolta que dá volta
e volta ao lugar da insolência que o destrata.
Melhor seria uma pedra no pescoço, do
que muitas jóias sem valor.
Hertinha Fischer

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