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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

domingo, 6 de fevereiro de 2022

Burlando a si mesmo


Eu tenho tanto para falar, mas, por cuidado,
resolvi me calar.
Chuva que molha, demais, encharca,
pimenta crua, mata paladar.
E vamos retendo o melhor de nós,
nas curvas, acentuadas, do mal estar
Verdades cruas, despe o outro,
toda nudez vem destacar
Enchendo a alma de vergonha e fúria,
por ver o ego em seu altar
Da maneira pura, em clara luz, toda feiura
a declarar.
Melhor seria, engolir a verdade, e da mentira
aproveitar.
Viver melhor na estupidez, do que, o que se é,
se revelar.
Hertinha Fischer.








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