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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

domingo, 12 de janeiro de 2020

Serenidade Poética

Estou cheia de mim, tão
cheia que me derramo.
Espanta-me as nuvens negras la fora, vista pela
janela entre-aberta.
Mais ou menos como eu, um pouco cheia também.
Dizem que, muitas vezes, só contamos do mesmo vicio,
mas, que mais podemos contar, senão do que conhecemos?
Sou o que meus olhos veem, sou o que meu ouvido escuta,
sou também um pouco da historia de todos os dias, fantasias!
Não me trazem nada, nada me oferecem, a não ser do
que eu mesma sobeje.
A cama, o livro, o computador, as letras, a fome pela escrita, tudo
a derredor de meus sonhos.
E eu, sempre a mercê de mim mesma. A ouvir a musica das horas,
num sonar de segundos, sem que sequer perceba que o tempo me desgasta.
Bate um vento gostoso em meu corpo,  meus dedos batem
 nas teclas com o mesmo ritmo, Uma serenidade poética atrai
o pensamento, e sem querer ou pensar, as letras dançam e se fazem
melodia em mim.
Como não gostar de viver, de saborear letrinha após letrinha, até que a
sopa esteja pronta e o paladar satisfeito?

Hertinha Fischer


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