Vejo alem
como quem enxerga no escuro.
Não sou ainda, mas, sei o que serei.
Se abre sobre meu azul uma abobada
delineada de sol.
Num amarelado singelo
sem desespero.
Ha luz em mim ainda, embora
se apague todas os meus egos.
Balões furados são todos
os favores que não se enredam
em bom proceder.
Olho la fora como
quem olha para nada,
não ha proeza na escassez,
só um enfadonho
cheiro de morte.
Se abrindo em pó
desejo o mundo.
Nada me completa
a não ser a esperança
do que ainda ha de vir, porque
o que nos resta senão risos
entre lágrimas e um
passar sem alegrias?
Herta Fischer
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
quarta-feira, 12 de setembro de 2018
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