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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Reclusão dos sentidos

Hoje me recolhi,
como quem não quer sentir.
Coisas boas não há, além
do meu quarto.
Lá fora, leões rugem e marcham
a fim de carne.
Faço meu acampamento em
Deus, para ouvir
seus conselhos, E ele
me pede reclusão.
Não quero me afobar, nem
pressentir o que há de vir, Isto me assusta!
O amor anda sumido ou recolhido
como mangas nos quintais.
Cestos cheios de palavras, poucos metros de ações.
Não quero ser mais uma, não posso andar
entre os corrompidos, nem semear
sementes boas em pedregais.
Herta Fischer

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