Me deparo com a luz de mais um dia,
como se fosse o último
legado.
Toco este instante, só um segundo,
e mais outro, já encostada com
o fim.
O horizonte é nítido, e e só
uma miragem, quando o tocar
de leve, já não o terei.
Sinto-me como brisa que passa,
e sobe ao infinito, tão
de mansinho que vira fumaça, antes
mesmo que aconteça.
Insistir em me conhecer
é como conhecer outra pessoa
é passar por mim, sem nunca ter me visto,
Lá dentro, se esconde eu, eu, que de modo
algum reconheço.
Não consigo ver a minha própria
figura, a não ser espelhada,
que não quer dizer quase nada.
Eu me toco para entender
que existo, sentindo que nem faço
parte. que conjunto estranho
ha aqui dentro, juntos e separados.
Existe uma força, isso eu reconheço,
toca meus dedos e se estendem
até os fios dos cabelos,
dor, arrepios,
sentinelas de segredos.
A vida pulsa como
respiração, entra e sai,
se move, se distrai,
bate forte em vários pontos
atiça o coração.
O coração deve ser o meio, o fim é o pensamento.
o corpo a ópera, eu, o
entretenimento.
Hertinha Fischer
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Foco no objetivo
Ainda há tempo para recomeçar, mesmo que a “bateria” esteja fraca. Busco renovação. Meu corpo sente o desgaste do tempo, mas meu espírito de...
quarta-feira, 28 de março de 2018
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