Um sonoro bater de asas
entre as nuvens
e a seara.
La em cima
da terra crua, a buscar
presa e cura,
os abutres contam o tempo
corroído em amargura.
Os homens cá embaixo
como flores entre capim
vivem entre a guerra fria
feito bala de festim.
Um entre outro, boca aberta
a ferir, corpo a corpo medindo força
pouco importa o sentir.
Dentro estou, não estou fora,
só enjoo as vezes flora,
cabresto mais que espora.
Entre grades liberto escravo,
risos, planos, agravo,
clareia o dia e a escuridão
espreita á sombra de
um pinheiro bravo.
Pronto para me despedir,
já tenho para onde ir,
nunca hei de desistir.
encontrar-me-ei com a solidariedade,
posta longe da cidade, onde
mora a tal da felicidade!
Herta Fischer
Total de visualizações de página
Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
sexta-feira, 2 de março de 2018
Assinar:
Postar comentários (Atom)
-
Queria novamente as estradas que percorriam minha alma, corajosas com suas nuvens de pó a fechar meus olhos. Dando nome ao novo, sussurrando...
-
Ando em linha reta pelos caminhos tortos, morro um pouco, mas não por completo. Sei que a justiça tarda, mas, um dia, ela trará as sua...
-
Eis que ainda brilha a esperança no pó da estrada. Sem cavaleiro, o cavalo troteia; sem trovador, os versos encontram seu destino. Ainda se ...
Nenhum comentário:
Postar um comentário