-É preciso sair, disse o milho á casca.
Mas ainda esta escuro.
-Sei de mim, respondeu a casca:
Se verde me destruo!
-Olha ai de fora, que de dentro
não tenho olhar.
O que vês? O sol a opinar, ou nuvens
traiçoeiras a desaguar?
-Não tem nada aqui fora, só brisa quente
a desfolhar-me.
Quieto fica sementinha, não perturbes o
tempo,
Se ele se escandalizar com suas
fúteis perguntas, ha
de nos despertar mais cedo. e
tão cedo ha de nos matar.
-Quero logo sair, ver o que tu vês.
-Não se apresses em crescer
não sabes o que fora te espera.
Eu sou para o fogo, e tu és para o
moedor.
-Recolhe-te então, para de se alimentar,
dependo do seu auxilio.
- Não ha como não morrer, se faço se não faço
nosso destino
é o mesmo.
Herta Fischer
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
sexta-feira, 2 de março de 2018
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Ando em linha reta pelos caminhos tortos, morro um pouco, mas não por completo. Sei que a justiça tarda, mas, um dia, ela trará as sua...
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