Estou cansada de falar com as paredes, para fazê-las sorrir,
ou do sorriso do mocinho da televisão, que arranca meu sorriso como se falasse comigo.
Um está com dores de cabeça, se tranca no quarto, outro está apressado demais para ouvir.
Esse silencio me mata.
Se não fosse a música para me alegrar um pouco, nem sei o que seria de mim,
mas até a música, as vezes parece estar contra.
Tudo bem, eu sei que a modernidade afastou as pessoas, não são só as violências do mundo que nos afasta, e sim, a desvalorização da pessoa em si.
cada um vive a sua maneira, cada um por si.
Eu espero ansiosamente pelo encontro que nunca acontece.
Vivemos mais, mas, vivemos enclausurados.
O tempo se arrasta á nossa frente e pouco aproveitamos, pois estamos sempre com pressa.
de chegar não sei aonde.
Podemos marcar um encontro, talvez na eternidade! Mas, a eternidade está tão longe, que tenho medo de morrer de tristeza antes que chegue este dia!
Herta Fischer
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Eco do fim
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
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